Quem: Seleção Brasileira de Futebol
O quê: garantiu a 12ª classificação consecutiva às oitavas de final de Copa do Mundo
Quando: após a vitória sobre o Japão na fase de 16-avos da Copa de 2026
Onde: Estados Unidos/Canadá/México, sedes do Mundial de 2026
Por quê: sequência de presenças na fase eliminatória iniciada em 1986 foi mantida, consolidando o Brasil como a única seleção a atingir todas as oitavas no formato moderno
Sequência histórica iniciada no México-1986
Desde que a FIFA padronizou o mata-mata com 16 seleções em 1986, nenhuma edição de Copa do Mundo transcorreu sem o Brasil entre os classificados. O recorte inclui os formatos com 24, 32 e, a partir de 2026, 48 participantes. Em 40 anos, a Seleção disputou todas as fases de oitavas de final, algo inédito entre as grandes potências — Alemanha e Argentina, por exemplo, ficaram fora em 2018 e 2002, respectivamente.
O impacto do novo formato de 48 seleções
Com 48 equipes, o Mundial de 2026 introduziu uma etapa de 16-avos de final (32 classificados). O triunfo brasileiro sobre o Japão nessa rodada extra foi decisivo para manter viva a sequência. A partir de agora, restam quatro partidas para chegar ao título, uma carga física superior às seis partidas disputadas entre 1998 e 2022.
Raio-X: Brasil nas oitavas desde 1986
- 1986 – vitória 4×0 sobre a Polônia
- 1990 – derrota 0×1 para a Argentina
- 1994 – vitória 1×0 sobre os Estados Unidos
- 1998 – vitória 4×1 sobre o Chile
- 2002 – vitória 2×0 sobre a Bélgica
- 2006 – vitória 3×0 sobre Gana
- 2010 – vitória 3×0 sobre o Chile
- 2014 – empate 1×1 com o Chile (vitória nos pênaltis 3×2)
- 2018 – vitória 2×0 sobre o México
- 2022 – vitória 4×1 sobre a Coreia do Sul
- 2026 – adversário será definido após a fase de 16-avos (Noruega)
Desempenho geral até 2022: 9 vitórias, 1 empate (com classificação nos pênaltis) e 1 derrota, com 27 gols marcados e 5 sofridos.
Próximo adversário: Noruega de Haaland
A Noruega retorna ao mata-mata depois de 28 anos, liderada por Erling Haaland, atacante que marcou 5 gols na fase de grupos, segundo dados oficiais da FIFA. O único confronto de Copa entre as seleções ocorreu em 1998, na fase de grupos, quando os noruegueses venceram por 2×1. A equipe europeia costuma alternar um 4-3-3 de transição rápida para um 4-4-2 compacto sem a bola, explorando a profundidade com Haaland e Sorloth.
Imagem: Internet
O que esta classificação representa para a caminhada rumo ao hexa
Com a vaga assegurada, o Brasil mantém o planejamento de chegar às quartas sem enfrentar outra potência sul-americana. Caso avance sobre a Noruega, a Seleção poderá cruzar com Itália ou Colômbia, dependendo dos resultados do outro lado do chaveamento. A solidez defensiva vista contra o Japão — nenhum gol sofrido e apenas duas finalizações permitidas no alvo — será testada pelo poder de fogo norueguês, que ostenta média de 2,1 gols por partida nas Eliminatórias europeias.
Seguir ampliando a maior série de presença nas oitavas não apenas reforça o status histórico do Brasil como coloca a equipe em situação favorável para ajustar detalhes táticos sem a pressão de um “fiasco” precoce. O confronto com a Noruega, no domingo às 17h (de Brasília), terá peso duplo: manter viva a busca pelo hexa e mostrar se o grupo está pronto para enfrentar artilheiros de calibre mundial já nesta fase da competição.
Com informações de NetFlu