Dallas (EUA), 3 de junho de 2026 – O ex-volante e ídolo corinthiano Vampeta declarou nesta terça-feira, em participação na Rádio Jovem Pan, que a seleção da Espanha é a principal favorita ao título da Copa do Mundo de 2026 depois da vitória por 3 a 0 sobre a Áustria, resultado que confirmou a equipe de Luis de la Fuente nas oitavas de final contra Portugal, na próxima segunda-feira (6), também em Dallas.
Por que a declaração de Vampeta chama atenção
O palpite do ex-jogador ganha peso por três fatores objetivos:
- Regularidade ofensiva – A Espanha chegou a oito gols marcados na fase de grupos sem sofrer nenhum, liderando o torneio em saldo (+8).
- Protagonismo jovem – O atacante de 18 anos Lamine Yamal voltou de lesão e deu duas assistências, enquanto Nico Williams desequilibrou pelos lados.
- Aval de um campeão mundial – Vampeta foi peça do Brasil em 2002 e destaca que “com todo mundo pronto, a Fúria larga na frente”.
Encaixe tático: a engrenagem de Luis de la Fuente
O técnico espanhol mantém o 4-3-3 de posse típica da escola ibérica, mas adicionou verticalidade com Yamal e Williams abertos e Mikel Oyarzabal – autor de dois gols contra a Áustria e já com quatro no Mundial – atuando como falso 9. A combinação gera:
- Amplitude constante, que estica a última linha rival;
- Inversões rápidas conduzidas por Rodri, permitindo finalizações em poucos toques;
- Pressão pós-perda que sufoca a saída adversária e mantém a equipe no terço ofensivo (média de 63% de posse até aqui).
Raio-X da campanha espanhola
Dados oficiais da FIFA até a 3ª rodada da fase de grupos:
- Jogos: 3 | Vitórias: 3 | Gols pró: 8 | Gols contra: 0
- Finalizações por jogo: 14,7 (6,3 no alvo)
- Precisão de passes: 91%
- Jogador mais decisivo: Mikel Oyarzabal – 4 gols (50% dos tentos da equipe)
- Jogador com mais assistências: Lamine Yamal – 3 passes para gol
Contexto do chaveamento: o que vem pela frente
Com a eliminação precoce de Alemanha e Holanda – algo também citado por Vampeta – o caminho espanhol ganhou novos contornos. Se vencer Portugal, a Roja poderá cruzar com Inglaterra ou México nas quartas, adversários que, historicamente, sofrem contra equipes de alto índice de posse.
Imagem: Divulgação
Impacto potencial para o restante do Mundial
Além de reforçar o favoritismo, a atuação contra a Áustria sinaliza que a Espanha chega aos mata-matas no auge físico dos principais nomes. A profundidade do elenco, evidenciada pela rotação entre Ferran Torres, Dani Olmo e Pedri, garante alternativas de jogo caso Portugal aperte a marcação pelo meio ou explore transições rápidas com Cristiano Ronaldo e Rafael Leão.
Conclusão prospectiva – Se mantiver o equilíbrio entre posse controlada e agressividade vertical, a Espanha tende a ditar o ritmo também contra Portugal, teste que poderá consolidar, ou não, a avaliação de Vampeta. O desempenho em Dallas será decisivo para confirmar se a geração de Yamal e companhia está pronta para reconquistar o mundo 16 anos após o título de 2010.
Com informações de SouTimão