Quem: Seleção da Bélgica
O que: venceu os Estados Unidos por 4 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo 2026
Quando: segunda-feira, 6 de julho de 2026
Onde: Estádio do anfitrião norte-americano
Por quê: sólida execução de um plano tático ousado de Rudi García, que deixou Kevin De Bruyne no banco, reforçou o meio-campo físico e anulou Folarin Balogun
O plano de Rudi García: meio mais físico e falsa referência
Ao contrário do que se esperava, Rudi García sacou Kevin De Bruyne e formou um trio de meio-campo com Amadou Onana, Nicolas Raskin e Youri Tielemans. A escolha elevou a competitividade nos duelos contra Tyler Adams e Weston McKennie, motores da equipe norte-americana até aqui.
Na frente, Charles De Ketelaere manteve a vaga como falso nove. Sua mobilidade criou linhas de passe, e o belga da Atalanta abriu o placar completando cruzamento rasteiro de Raskin.
Como a Bélgica neutralizou a pressão dos EUA
Os Estados Unidos chegaram a esta partida com 10 gols marcados no torneio. A resposta belga combinou:
- Linhas médias, ativadas apenas em momentos de “pressão gatilho”.
- Lançamentos longos para superar o primeiro bloco americano, explorando a altura de Vanaken (1,94 m) após a lesão de Onana.
- Coberturas de Nathan Ngoy quando Balogun tentava atacar a profundidade.
O resultado: a equipe anfitriã só finalizou no alvo pela primeira vez após 30 minutos — gol de falta de Malik Tillman, desviado na barreira.
Raio-X da partida
- Posse de bola: Bélgica 48% x 52% EUA
- Finalizações certas: Bélgica 7 x 3 EUA
- Duelo aéreo: 64% de aproveitamento belga
- Gols belgas: De Ketelaere (2), Vanaken e Lukaku (3º dele na Copa; 8º em Mundiais)
- Cartões: nenhum vermelho; EUA terminaram com 12 faltas, Bélgica com 9
O fator Balogun: polêmica fora, impacto zero em campo
A expectativa de ver Folarin Balogun motivado após ter um cartão vermelho revogado não se confirmou. Marcado de perto por Ngoy e sem receber bolas limpas, o atacante só acertou o gol de Thibaut Courtois depois dos 80 minutos, já com o placar em 4 a 1.
Imagem: Xinhua
O que muda contra a Espanha nas quartas
A Bélgica terá pouco tempo para recuperar o fôlego antes de encarar uma Espanha que domina o meio-campo com Rodri, Pedri e Dani Olmo. A tendência é que García preserve a ideia de um trio físico, adaptando a função de breaker de jogos a Vanaken caso Onana não se recupere. Nas transições, Dodi Lukebakio e De Ketelaere voltam a ser cruciais para atrair os laterais espanhóis e abrir corredor para Romelu Lukaku, que soma três gols em 128 minutos nesta Copa.
Conclusão prospectiva: O 4 a 1 sobre os EUA não apenas resgata a melhor imagem belga desde o bronze em 2018; oferece um modelo prático para encarar a posse espanhola: duelos físicos no centro, estocadas rápidas nas pontas e um Lukaku cirúrgico saindo do banco. Se repetir o nível de execução, a seleção de Rudi García pode transformar um ciclo turbulento em nova semifinal de Copa.
Com informações de Trivela