Rio de Janeiro, 28 de junho de 2024 – A venda do volante Facundo Bernal ao Real Betis, da Espanha, abriu uma lacuna imediata no elenco do Fluminense. De acordo com o jornalista Victor Lessa, o clube já iniciou o mapeamento de mercado e deve avançar nas próximas semanas para fechar com um substituto que mantenha o padrão tático desejado pelo técnico Luis Zubeldía.
Por que a reposição é tratada como prioridade
Bernal exercia a função de primeiro volante, responsável por iniciar a construção das jogadas e dar sustentação defensiva diante da linha de zagueiros. A ausência de uma peça com esse perfil pressiona o planejamento tricolor, sobretudo porque o calendário 2024 ainda reserva fases decisivas de Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e CONMEBOL Libertadores.
Sem o uruguaio, o departamento de futebol trabalha com a hipótese de sobrecarga em jogadores como André e Martinelli, além de limitar a possibilidade de rodízio em semanas de três jogos. Por isso, a chegada de um novo atleta para a posição é considerada fundamental para preservar o equilíbrio físico e tático do grupo.
Raio-X do setor de volantes do Fluminense em 2024
André – titular absoluto, destaque em desarmes e passes progressivos; já recebeu sondagens do exterior.
Martinelli – versátil, faz segundo volante ou meia, mas perde intensidade quando atua mais recuado.
Alexsander – jovem, alternativa de saída curta, ainda em processo de recuperação física após lesão.
Lima – meia de ligação, eventualmente recua, mas oferece menos cobertura sem a bola.
Com Bernal negociado, o elenco passou a ter apenas três jogadores de origem para a função de primeiro volante. Caso André seja poupado ou suspenso, o desenho tático 4-3-3 de Zubeldía ficaria exposto, forçando adaptações que reduzem poder de marcação.
Critérios definidos pelo scout tricolor
A diretoria traçou, ao lado da comissão técnica, três requisitos principais para o reforço:
- Perfil físico: capacidade de cobrir grandes distâncias e vencer duelos na transição defensiva;
- Passe vertical: qualidade para quebrar linhas e acelerar a posse, característica valorizada por Zubeldía;
- Experiência competitiva: vivência em torneios de mata-mata ou ligas de alto ritmo, fator considerado decisivo para as fases finais da temporada.
Somente depois do aval do treinador, o Fluminense pretende abrir conversas formais com clubes ou representantes. A ideia é reduzir margens de erro e evitar investimento em atleta que não se encaixe nas métricas de desempenho já utilizadas pelo departamento de análise de dados.
Imagem: Internet
Impacto projetado na temporada
Sem a contratação, o Fluminense corre risco de queda de performance defensiva: em 2023, por exemplo, o clube terminou o Brasileiro com 45 gols sofridos, índice que o deixou apenas na metade superior da tabela. Para 2024, a comissão técnica trabalha com a meta de reduzir esse número em pelo menos 10%, algo que depende diretamente da consistência do meio-campo.
Além disso, a janela internacional de julho costuma inflacionar o mercado. Quanto mais cedo o Tricolor concluir a negociação, maior a chance de inscrever o novo atleta a tempo das oitavas de final da Libertadores – etapa em que a qualidade do primeiro passe e a solidez defensiva costumam definir classificações.
O que vem a seguir
Nas próximas semanas, o torcedor deve acompanhar novidades sobre reuniões do scout com a comissão técnica. A diretoria pretende apresentar uma lista enxuta de nomes para decisão final de Zubeldía antes do fechamento da janela. Caso a contratação se confirme a tempo, o novo volante poderá estrear já no início do segundo turno do Brasileirão.
Com a lacuna deixada por Bernal, o Fluminense entra em um curto espaço de manobra: encontrar o atleta certo pode significar manter o plano de competições em três frentes; falhar na reposição pode expor a equipe a desgastes e perda de solidez no momento mais decisivo da temporada. O desenrolar dessa busca será determinante para o nível de competitividade tricolor até dezembro.
Com informações de NetFlu