Vancouver (07/07/2026) – A Seleção Colombiana foi eliminada da Copa do Mundo de 2026 nas oitavas de final, ao perder para a Suíça nos pênaltis depois de empate sem gols no BC Place. O revés encerra uma trajetória invicta em tempo regulamentar, mas expõe o contraste entre uma defesa quase intransponível e um ataque que não conseguiu transformar domínio em gols.
Defesa surpreendente sustentou a caminhada
Antes da estreia, o sistema defensivo era apontado como possível calcanhar de Aquiles de Néstor Lorenzo. Nos cinco jogos disputados, porém, a Colômbia sofreu apenas um gol – média de 0,20 por partida – graças à segurança do goleiro Camilo Vargas e à dupla de zaga Davinson Sánchez–Jhon Lucumí. O lateral Daniel Muñoz, incansável pelo Crystal Palace, ainda participou diretamente de dois gols na fase de grupos, exemplificando a consistência pelo corredor direito.
Potencial ofensivo não se converteu em produtividade
Com Luis Díaz, Luis Suárez, Jhon Arias e James Rodríguez, a expectativa era de um ataque entre os mais letais do torneio. Na prática, o setor balançou as redes apenas cinco vezes (média de 1,0 gol/jogo) e passou em branco nos dois confrontos de mata-mata. Luis Díaz participou de um único gol – logo na estreia contra o Uzbequistão – enquanto Suárez terminou sem marcar, mesmo vindo de 38 gols pelo Sporting em 2025/26.
Raio-X da campanha colombiana
- Fase de grupos: 3-1 Uzbequistão, 1-0 RD Congo, 0-0 Portugal (1º lugar do Grupo K)
- 16 avos de final: 1-0 Gana
- Oitavas de final: 0-0 Suíça (eliminação 4-2 nos pênaltis)
- Saldo: 5 gols a favor, 1 contra
- Clean sheets: 4 em 5 jogos (80%)
O que muda para o próximo ciclo de Néstor Lorenzo
A consistência defensiva mostrou que a Colômbia encontrou uma base sólida para 2030. O foco imediato será potencializar o poder de fogo: ajustar a conexão entre meio-campo e área e decidir se Luis Suárez permanecerá como referência ou se novas peças serão introduzidas. A Copa América de 2028, já no horizonte, servirá de laboratório para testar alternativas de finalização sem comprometer a estrutura que segurou seleções como Portugal e a própria Suíça.
Imagem: Alexandra Fechete
Conclusão prospectiva: ao unir uma retaguarda confiável a um ataque mais eficiente, a Colômbia pode voltar a sonhar com quartas de final inéditas em Mundiais. O processo começa agora, nos amistosos da próxima Data FIFA, quando Néstor Lorenzo terá de traduzir o aprendizado do paradoxo cafetero em soluções práticas para o futuro.
Com informações de Trivela