Suíça 0 (4) x (3) 0 Colômbia: Seleções se anulam em campo, mas Kobel carimba classificação nos pênaltis

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VANCOUVER (CAN), 7.jul.2026 — A Suíça venceu a Colômbia por 4 a 3 na disputa de pênaltis, após empate sem gols nos 120 minutos no BC Place, e garantiu presença nas quartas de final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 1954. O goleiro Gregor Kobel defendeu a cobrança de Cucho Hernández, Davinson Sánchez chutou para fora e os suíços confirmaram o triunfo histórico.

Como Kobel se tornou o fator decisivo

O arqueiro do Borussia Dortmund realizou apenas uma defesa durante o tempo normal – em chute de Gustavo Puerta –, mas guardou seu melhor momento para o desempate na marca da cal. A intervenção em cima de Cucho mudou a dinâmica da série, dando vantagem psicológica aos europeus. Com 79% de aproveitamento em pênaltis defendidos na temporada 2025/26 por clube e seleção, Kobel repetiu o alto índice justamente quando mais importava.

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Duelos espelhados e meio-campo congestionado

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Murat Yakin e Néstor Lorenzo optaram por formas de jogar semelhantes, com linhas de cinco na fase defensiva e três atacantes flutuando por dentro. O resultado foi um jogo de pouquíssimos espaços:

  • Pressão alta alternada: cada equipe escolheu momentos específicos para encurtar o campo. Quando isso ocorria, a bola longa virava a saída mais utilizada.
  • Meio-campo físico: Freuler e Xhaka, de um lado, e Lerma com Ríos, do outro, priorizaram a quebra de ritmo. A partida terminou com 43 faltas – o segundo maior número do torneio até aqui.
  • Laterais contidos: Rodríguez e Widmer raramente ultrapassaram a linha da bola; Arias e Machado receberam ordens semelhantes. O corredor externo, arma tradicional da Colômbia, foi neutralizado.

Raio-X da partida

Números-chave (FIFA Match Report):

  • Posse de bola — Suíça 51% x 49% Colômbia
  • Finalizações — Suíça 8 (3 no alvo); Colômbia 7 (2 no alvo)
  • Faltas — 43 no total (Suíça 22; Colômbia 21)
  • Cartões amarelos — Suíça 3; Colômbia 4
  • Escanteios — Suíça 6; Colômbia 4

Impacto histórico e próximo desafio

A qualificação encerra um jejum de 72 anos: a última vez que a Nati esteve entre as oito melhores seleções foi na Copa de 1954, em casa. Desde então, parou cinco vezes nas oitavas. O reencontro com as quartas coloca a equipe de Yakin diante da atual campeã Argentina. A Albiceleste chega embalada pela vitória dramática por 3 a 2 sobre o Egito, mas precisará romper a defesa suíça, vazada apenas uma vez nos últimos três compromissos.

Efeitos para a Colômbia

Para a seleção de Néstor Lorenzo, a eliminação mantém um padrão recente: desde o quarto lugar em 2014, os cafeteros não ultrapassam as oitavas. A incapacidade de transformar posse em chances claras — apenas duas finalizações certas em 120 minutos — evidenciou a dependência de lances individuais de Luis Díaz. A Federação deve reavaliar o modelo de jogo antes do ciclo rumo a 2030.

No horizonte imediato, a Suíça terá quatro dias de preparação antes de enfrentar a Argentina, em Nova Jersey. Manter a organização defensiva e encontrar soluções criativas no terço final — carência exposta diante da Colômbia — serão as chaves para sonhar em derrubar mais um favorito e seguir reescrevendo sua história no Mundial.

Com informações de Trivela

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