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    Atlanta Mineiro, por meio da Academia de Futebol do Galo, oficializou a operação de duas escolas nos Estados Unidos e a implantação de outras sete, consolidando um total de nove unidades no país norte-americano.

    Internacionalização em ritmo de jogo acelerado

    A expansão foi confirmada nesta semana e faz parte do plano estratégico do clube para difundir sua metodologia fora do Brasil. As unidades de Orlando (Flórida) e Harrison (Nova Jersey) já funcionam em período integral, enquanto os polos de Jacksonville (FL), Boca Raton (FL), Silver Spring (MD), Kearny (NJ), Newark (NJ) e duas localidades em Massachusetts passam pelos trâmites finais de licenciamento.

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    Por que os EUA viraram alvo prioritário?

    O futebol de base norte-americano vive forte crescimento: a US Soccer Federation estima mais de 3 milhões de jovens registrados em programas competitivos. Esse ecossistema amplia o alcance de observação de atletas e cria novas fontes de receita por meio de franquias e patrocínios locais. “A presença nos Estados Unidos é estratégica para consolidar nossa marca e abrir portas para novos talentos”, pontuou Sidnei Loureiro, CEO da Licenci Esportes, gestora do projeto.

    Raio-X da metodologia do Galo

    Modelo pedagógico: sessões de treinamento divididas por ciclos de dez semanas, com foco progressivo em fundamentos técnicos (primeiro terço), princípios táticos (segundo terço) e tomada de decisão sob pressão (terceiro terço).

    Histórico de resultados: a base do Atlético revelou nomes como Bernard, Jemerson, Carlos Caetano e Savinho, todos negociados para o mercado europeu nas últimas temporadas.

    Capacitação contínua: cada unidade recebe visitas trimestrais de coordenadores da Cidade do Galo, garantindo padronização nos relatórios de desempenho.

    Impacto direto para o elenco profissional

    O novo hub internacional funciona como ponte para duas frentes essenciais:

    • Captação de talentos: jovens norte-americanos com dupla cidadania brasileira podem facilitar processos de registro na CBF, encurtando os prazos de integração em equipes sub-15 e sub-17.
    • Valorização de marca: presença física em estados estrategicamente escolhidos – Flórida, Nova Jersey, Maryland e Massachusetts – aumenta a exposição a patrocinadores locais, que podem migrar para o uniforme do time principal, aliviando a folha salarial que gira em torno de R$ 15 milhões mês.

    Próximos passos: quando a bola rola para valer?

    As sete novas academias devem abrir as portas até o fim do primeiro semestre de 2025, coincidindo com o calendário de verão dos EUA. A previsibilidade do cronograma ajuda o clube a integrar intercâmbios: atletas sub-14 dos EUA visitarão a Cidade do Galo em julho de 2025, enquanto observadores técnicos brasileiros farão peneiras anuais em solo norte-americano.

    Conclusão prospectiva: a entrada agressiva no mercado dos EUA reforça o pipeline de formação do Atlético e amplia as receitas de licenciamento. Caso o cronograma se mantenha, o Galo deverá captar seus primeiros atletas para categorias de base já na temporada 2026, testando o alcance real de sua metodologia global.

    Com informações de FalaGalo

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