Rio de Janeiro (RJ) – A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) avalia, para a temporada 2026, a realização de uma final em jogo único e campo neutro na Copa do Brasil, medida que busca reduzir o número de datas no calendário e encerrar o torneio no fim do ano.
Como seria o novo formato
Segundo apuração do ge, a proposta mantém partidas únicas nas fases iniciais, preserva confrontos de ida e volta entre as oitavas e as semifinais e introduz a decisão em jogo único. O confronto derradeiro passaria a ocorrer após o término do Brasileirão, fechando oficialmente a temporada nacional.
Por que a CBF quer mudar
O calendário de 2026 terá de acomodar a Copa do Mundo da FIFA, marcada para junho/julho nos Estados Unidos, Canadá e México. A redução de datas em competições domésticas é vista como solução para:
- Diminuir choques com seleções e torneios internacionais.
- Reduzir desgaste físico dos atletas, já que a temporada 2025/26 também terá Libertadores, Sul-Americana e possíveis excursões de pré-temporada.
- Elevar a audiência concentrando a final em data exclusiva, prática já adotada pela Conmebol na Libertadores desde 2019.
Raio-X: números que embasam a discussão
• Edição 2023: 14 datas do início à final (ida e volta em todas as fases a partir da terceira).
• Projeção 2026: até 11 datas, com cortes nas duas primeiras fases.
• Média de público na final de 2023: 67.113 torcedores (Maracanã).
• Renda bruta: R$ 26,7 milhões – recorde nacional.
• Final única da Libertadores 2023: R$ 36,8 milhões (Maracanã) – usado como benchmark financeiro pela CBF.
Impacto para clubes e torcedores
• Logística: deslocamentos serão concentrados em uma única viagem decisiva, o que pode reduzir custos de transporte e hospedagem.
• Receita de bilheteria: apenas um clube deixa de faturar em casa, mas a CBF tende a negociar porcentagens de bilheteria e cotas de TV mais robustas para compensar.
• Aspecto técnico: jogo único favorece estratégias de 90 minutos, elevando o peso de bolas paradas e gestão emocional – fatores comparáveis a uma final de Copa Libertadores.
• Torcida: modelo “campo neutro” pode ampliar o turismo esportivo, mas exige planejamento financeiro do torcedor, a exemplo do que ocorre em finais continentais.
Possíveis sedes e critérios
Não há definição oficial, mas estádios com infraestrutura de padrão FIFA são candidatos naturais: Maracanã (Rio), Neo Química Arena (São Paulo), Mineirão (BH), Arena MRV (BH) e Arena Fonte Nova (Salvador). A escolha deve considerar:
Imagem: Internet
- Capacidade acima de 45 mil lugares;
- Acessibilidade e rede hoteleira;
- Acordos comerciais com prefeituras e concessionárias;
- Calendário livre na data estipulada.
O que ainda falta para a mudança sair do papel
A proposta será levada ao Conselho Técnico das Séries A e B, reunião em que presidentes de clubes votam o regulamento de cada temporada. Para 2026, a aprovação deve ocorrer até o segundo semestre de 2025, permitindo ajustes contratuais com emissoras e patrocinadores.
Próximos passos: caso os clubes aprovem o jogo único, a CBF precisará fechar parceria de naming rights, adequar premiação e negociar com detentores de direitos de transmissão a criação de uma “semana da final” nos moldes europeus.
Se confirmada, a final em jogo único terá potencial para redefinir a preparação dos clubes e criar um novo produto televisivo. A decisão sobre o formato deve ocorrer até dezembro de 2025, e seu desfecho influenciará diretamente o planejamento esportivo e financeiro do futebol brasileiro para a temporada que antecede a Copa do Mundo.
Com informações de Netflu