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    Grêmio mantém impasse sobre a distribuição de vagas no Conselho Deliberativo

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    Porto Alegre (RS) — A eleição que definiu 150 novos integrantes do Conselho Deliberativo do Grêmio, realizada no último sábado (27), entrou em fase de contestação. Três chapas alegam que a distribuição das cadeiras violou o Art. 57, §3º, inciso III, do Estatuto Social do clube, que limita a 70% o número máximo de assentos para qualquer grupo que não alcance a mesma proporção de votos válidos.

    Entenda o centro do conflito

    De acordo com o resultado oficial, a Chapa 2 – “O Grêmio é Nosso”, liderada por Celso Rigo e Marcelo Marques, conquistou 11.375 votos (61,60%) e ficou com 120 das 150 cadeiras. Já a Chapa 6 – “Grêmio Forte e Copeiro” assegurou 2.788 votos (15,10%) e levou 30 assentos. As demais chapas, embora tenham ultrapassado a cláusula de barreira de 5% dos votos, não receberam vagas.

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    O questionamento parte das Chapas 1 (“Identidade Gremista”), 4 (“O Grêmio Não Se Vende”) e da própria Chapa 6, que sustentam que a Chapa 2 deveria ficar, no máximo, com 105 cadeiras (70% do total). As 15 vagas excedentes seriam redistribuídas proporcionalmente entre os grupos que passaram de 5% dos votos.

    Raio-X da votação

    Votos por chapa

    • Chapa 2 – O Grêmio é Nosso: 11.375 votos (61,60%) – 120 cadeiras atribuídas (questionadas)
    • Chapa 6 – Grêmio Forte e Copeiro: 2.788 votos (15,10%) – 30 cadeiras
    • Chapa 1 – Identidade Gremista: 1.514 votos (8,20%) – 0 cadeiras
    • Chapa 4 – O Grêmio Não Se Vende: 1.202 votos (6,51%) – 0 cadeiras
    • Chapa 3 – DNA Tricolor: 851 votos (4,61%) – abaixo da cláusula de 5%
    • Chapa 5 – Chapa da CIA: 736 votos (3,99%) – abaixo da cláusula de 5%

    O que diz o Estatuto Social

    O dispositivo invocado pelo recurso prevê duas salvaguardas:

    1. Nenhuma chapa pode ultrapassar 70% das vagas se não atingir 70% dos votos válidos.
    2. As cadeiras excedentes devem ser redistribuídas entre as demais chapas que superaram o mínimo de 5% dos votos.

    Como a Chapa 2 ficou abaixo dos 70% de votos, os grupos contestantes defendem a readequação, o que levaria à seguinte projeção preliminar: oito assentos para a Chapa 1, sete para a Chapa 4, mantendo 105 para a Chapa 2 e 30 para a Chapa 6.

    Impacto na eleição presidencial

    O Conselho Deliberativo é responsável por eleger o próximo presidente do Grêmio, pleito marcado para a segunda quinzena de outubro. Qualquer alteração no quadro de conselheiros modifica o colégio eleitoral e, por consequência, a correlação de forças entre as candidaturas ao Executivo tricolor. Uma maioria de 120 votos representaria vantagem expressiva para o grupo de Celso Rigo; a redução para 105 cadeiras tornaria o cenário mais equilibrado.

    Próximos passos

    A Comissão Eleitoral do clube analisa recursos e contrarrazões. O cronograma interno prevê decisão ainda nos próximos dias, para que a disputa presidencial não sofra atraso. Caso o entendimento estatutário favoreça a redistribuição, os novos conselheiros precisarão ser homologados antes da votação para a presidência.

    Enquanto isso, as articulações políticas continuam nos bastidores, com as chapas buscando alianças e calculando o número potencial de votos no Conselho. A resolução deste impasse definirá não apenas a composição do colegiado pelos próximos quatro anos, mas também os rumos administrativos do Grêmio neste ciclo que se inicia.

    Com informações de Portal do Gremista

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