Bragança Paulista, 4/10/2025 — O ex-atacante Diego Souza usou as redes sociais para criticar duramente a atuação do árbitro Lucas Casagrande e da equipe do VAR no duelo entre Bragantino e Grêmio, disputado neste sábado (4) no Nabizão, pela Série A. Para o ex-jogador, “os caras do ar-condicionado querem aparecer de qualquer jeito”, em referência ao número de interferências da tecnologia e ao pênalti que definiu a vitória do time paulista.
Por que o lance decisivo gerou controvérsia?
No segundo tempo, o lateral Marlon bloqueou um cruzamento dentro da área. Após revisão do VAR, o árbitro marcou pênalti alegando toque no braço aberto do defensor tricolor. Diego Souza argumenta que o jogador “fechou o braço” e que, poucos minutos antes, lance semelhante não havia sido revisado, o que configuraria critério desigual na mesma partida.
Contexto recente das reclamações contra o VAR
O episódio se somou a uma sequência de queixas públicas de atletas e clubes sobre a falta de padronização nas interpretações. Desde a adoção plena do VAR em 2019, a CBF vem revisando o protocolo de checagem, mas decisões diferentes para lances parecidos continuam gerando tensão — sobretudo quando definem resultado de jogo e impactam a tabela.
Raio-X: interferência do VAR na Série A 2025
- Chamadas totais do VAR até a 26ª rodada: 214 intervenções (dados CBF).
- Pênaltis confirmados ou revisados: 62 (29 % das interferências).
- Média de tempo parado por revisão: 2min47s.
- Revisões que alteraram decisão de campo: 34 %.
- Pênaltis a favor do Grêmio via VAR: 1; contra o Grêmio: 3.
Os números mostram que o clube gaúcho está entre os cinco com mais decisões desfavoráveis após intervenção tecnológica, o que aumenta a sensibilidade do elenco e da torcida em lances como o de Bragança.
Impacto esportivo imediato para o Grêmio
A derrota manteve o Tricolor estacionado nos 31 pontos, a três da zona de classificação direta à Libertadores. Além da pontuação, o revés expôs vulnerabilidade defensiva: o time de Renato Portaluppi sofreu 12 gols nos últimos 6 jogos, metade deles originados em bolas paradas ou pênaltis.
O que pode mudar daqui para frente
Internamente, o Grêmio estuda formalizar queixa à Comissão de Arbitragem e solicitar acesso ao áudio completo da cabine do VAR. Caso prospere, o episódio pode reforçar a pressão dos clubes pela profissionalização dos árbitros e pela divulgação pública e imediata das conversas entre campo e vídeo — modelo já testado em competições da FIFA.
Imagem: Lucas Uebel
Próximos passos — O clube gaúcho volta a campo na quarta-feira contra o Athletico-PR, precisando ajustar o sistema defensivo e conter o desgaste emocional que decisões de arbitragem vêm causando no elenco. A resposta da CBF, se vier, deverá pautar novas discussões no Conselho Técnico marcado para o fim do mês.
Se a entidade endurecer o protocolo ou liberar o áudio das revisões, o jogo que irritou Diego Souza pode se tornar um marco na busca por maior transparência no futebol brasileiro.
Com informações de Portal do Gremista