São Paulo (SP) – a Federação Paulista de Futebol oficializou, nesta semana, os grupos e o regulamento da Copinha Feminina de 2025. O torneio sub-20, que será disputado de 3 a 20 de janeiro, reunirá 20 clubes de todas as regiões do país e terá a final marcada para a Mercado Livre Arena Pacaembu. Atual campeã, a equipe do Fluminense entra na competição no Grupo E.
Formato de disputa: 5 grupos, mata-mata curto e VAR só na decisão
As 20 equipes foram divididas em cinco grupos com quatro participantes cada. Na fase classificatória, todos jogam entre si em turno único (três rodadas). Avançam às quartas de final:
- O primeiro colocado de cada chave (5 clubes);
- Os três melhores segundos colocados, definidos por: pontos, saldo de gols, gols pró e, por fim, fair play.
A partir das quartas de final, os confrontos serão em jogo único, sem vantagem do empate. Persistindo a igualdade, a vaga será decidida nos pênaltis. O VAR está previsto apenas para a grande final no Pacaembu.
Raio-X dos grupos e destaques táticos
Grupo A – Corinthians, Criciúma, Aliança-GO e Flamengo
Ponto de atenção: o Corinthians, semifinalista em 2024, lidera em investimentos; Flamengo aposta na geração campeã carioca sub-20.
Grupo B – Ferroviária, Minas Brasília, Internacional e Centro Olímpico
Ponto de atenção: Ferroviária e Inter chegam com bases estruturadas e histórico em competições nacionais; equilíbrio promete disputa por saldo de gols.
Grupo C – São Paulo, Remo, América-MG e Red Bull Bragantino
Ponto de atenção: São Paulo tenta repetir a campanha de 2023, quando foi finalista; Bragantino assume perfil reativo com transições rápidas.
Grupo D – Palmeiras, União Desportiva Alagoana, Grêmio e Botafogo
Ponto de atenção: Palmeiras defende a melhor defesa da edição passada (apenas 1 gol sofrido); Grêmio renova elenco após reformulação na base.
Grupo E – Santos, Sport, Vila Nova e Fluminense
Ponto de atenção: o Fluminense, atual campeão, manteve 12 jogadoras do elenco vencedor; Santos chega embalado pela conquista do Paulista Sub-17.
Imagem: Internet
O que muda em relação a 2024?
1. Representatividade nacional ampliada – pela primeira vez, a Copinha Feminina reúne clubes das cinco regiões, aumentando visibilidade e experiência competitiva de viagem para os elencos de base.
2. Calendário compacto – a organização optou por manter 18 dias de disputa, reduzindo intervalo entre fase de grupos e quartas para otimizar logística.
3. Final no Pacaembu reaberto – a reinauguração da arena traz maior capacidade (cerca de 26 mil torcedores) e infraestrutura de transmissão, relevante para a FPF negociar direitos de mídia.
Números que sustentam o formato
- 80 jogos previstos (24 na fase de grupos + 4 quartas + 2 semifinais + 1 final).
- Tempo médio de posse das campeãs de 2024 (Fluminense): 58 %.
- Média de gols da edição passada: 2,7 por partida.
- Público total em 2024: 32 380 torcedores; projeção para 2025, com o Pacaembu, é de superar 40 mil.
Impacto futuro: observatório para a temporada profissional
Além do título, a Copinha Feminina serve como vitrine imediata para o Brasileirão A-1 de 2025. Clubes como Palmeiras, Corinthians e Ferroviária já integram de 4 a 6 atletas da categoria sub-20 no elenco principal. O Fluminense, por sua vez, busca repetir o modelo e acelerar a transição de peças como a atacante Laura Santos, artilheira de 2024 com 6 gols. O desempenho coletivo e individual nos 18 dias de competição tende a influenciar decisões de contratações, renovações e até de montagem de comissão técnica para a temporada profissional.
Em síntese, a definição dos grupos inaugura a contagem regressiva para a Copinha Feminina 2025. Com formato enxuto e presença nacional, a competição promete elevar o sarrafo técnico do futebol de base feminino e servir de barômetro para os elencos principais que disputarão o calendário cheio a partir de fevereiro.
Com informações de Netflu