Rio de Janeiro – A atualização mais recente do ranking de defesas do Campeonato Brasileiro elaborado pela UFMG, divulgada nesta semana, mostra o Fluminense em 11º lugar, empatado com o Grêmio, após sofrer 33 gols até aqui. A posição foi confirmada depois da derrota tricolor por 2 a 1 para o Mirassol.
Como a atualização da UFMG reposiciona o Flu na tabela de defesas
O levantamento da Universidade Federal de Minas Gerais monitora rodada a rodada quantos gols cada clube cedeu na Série A. Com 33 tentos sofridos, o Fluminense deixa o grupo das dez melhores retaguardas do torneio. Os dez primeiros colocados do ranking têm, no máximo, 32 gols contra, o que indica margem apertada entre meio de tabela e elite defensiva.
Raio-X defensivo do Fluminense em 2024
• Gols sofridos: 33
• Posição no ranking UFMG: 11ª (empate com o Grêmio)
• Maior sequência sem sofrer gols: 2 jogos (Rod. 9 e 10)
• Média atual: acima de 1 gol por partida
• Comparativo 2023: o Fluminense encerrou o último Brasileirão com 45 gols sofridos em 38 rodadas; ou seja, o time já acumulou cerca de 73% desse total na temporada atual, quando ainda restam várias rodadas.
Fatores que explicam a queda de rendimento
Rotatividade na zaga: lesões e convocações de peças-chave, como Nino, obrigaram Fernando Diniz a alternar formações, reduzindo entrosamento.
Pressão pós-perda falha: estatísticas públicas de duelos defensivos indicam queda de efetividade do meio-campo na recomposição, aumentando o volume de finalizações rivais.
Bolas paradas: o Tricolor já sofreu 8 gols em escanteios ou faltas laterais, 24% do total — acima da média do campeonato.
Impacto na corrida por Libertadores e na luta contra o Z4
1. Saldo de gols: o critério de desempate pode custar pontos preciosos na briga por vaga continental.
2. Próximos adversários: nas próximas cinco rodadas, o Fluminense enfrenta três equipes que estão entre os oito melhores ataques do torneio; manter a média de 1+ gol sofrido por jogo tende a comprometer a pontuação.
3. Efeito psicológico: estatisticamente, equipes fora do top-10 defensivo terminam o campeonato, em média, quatro posições abaixo daquelas que terminam dentro dele.
Imagem: Reprodução
Conclusão prospectiva: a 11ª posição no ranking da UFMG serve de alerta para a comissão técnica tricolor. Se o clube quiser se manter na zona de classificação à Libertadores — ou, no mínimo, afastar qualquer risco de Z4 —, o ajuste defensivo passa a ser prioridade imediata. A próxima rodada, contra um adversário direto na parte superior da tabela, será termômetro decisivo para medir a capacidade de reação do sistema defensivo.
Com informações de Netflu