Lisboa e Valladolid, 11 de outubro de 2025 — Portugal recebe a República da Irlanda no Estádio José Alvalade, enquanto a Espanha enfrenta a Geórgia no José Zorrilla, ambos às 19h45 (hora local), em jogos decisivos das Eliminatórias Europeias para a Copa do Mundo de 2026. As duas seleções ibéricas lideram seus grupos, ao passo que irlandeses e georgianos lutam para manter vivas as chances de classificação.
Por que estes jogos importam
Portugal (Grupo F) chega com 100% de aproveitamento e pode praticamente selar a vaga ainda nesta data Fifa. Já a Irlanda, que somou poucos pontos nas rodadas anteriores, precisa vencer para evitar o que seria a terceira campanha consecutiva sem Copa.
Espanha (Grupo E) também ostenta campanha perfeita. A Geórgia mira o playoff intercontinental e encara a partida como “jogo de seis pontos”, sobretudo porque seu principal astro, Khvicha Kvaratskhelia, luta contra problema físico, mas foi relacionado.
Escalações confirmadas
Portugal: Diogo Costa; Diogo Dalot, Rúben Dias, Gonçalo Inácio, Nuno Mendes; Bernardo Silva, Vitinha, Bruno Fernandes; Rúben Neves, Cristiano Ronaldo, Pedro Neto.
Irlanda: Caoimhín Kelleher; Mark O’Brien, Dara O’Shea, Nathan Collins; Chiedozie Ogbene, Josh Cullen, Jason Knight, Ryan Manning; Festy Ebosele, Jayson Molumby; Evan Ferguson.
Espanha: escalação a confirmar no fechamento desta edição, mas base vem de Unai Simón, Rodri e Lamine Yamal.
Geórgia: provável: Giorgi Mamardashvili; Kakabadze, Kverkvelia, Kashia, Tsitaishvili; Kiteishvili, Chakvetadze, Kochorashvili; Kvaratskhelia (dúvida), Mikautadze, Lobzhanidze.
Leitura tática: o que observar em campo
Portugal: Roberto Martínez repete o 4-3-3 com líbero de posse. Bernardo e Bruno afundam linhas rivais, permitindo a Cristiano atuar mais fixo entre os zagueiros. A circulação de Vitinha e Neves serve para desafogar a primeira construção.
Irlanda: O técnico Stephen Kenny desenha um 3-4-2-1 que transforma as alas em escapada de profundidade. A missão é liberar Ogbene e Manning para contra-ataque e abastecer o centroavante Evan Ferguson, referência do Brighton na Premier League.
Espanha: Luis de la Fuente usa posicionamento assimétrico: lateral esquerdo alto, lateral direito por dentro, liberando Yamal no mano a mano. Rodrigo Hernández faz a saída “3+1” que sustentou a conquista da Euro 2024.
Geórgia: Willy Sagnol fecha linhas curtas em 5-4-1 sem bola. Se Kvaratskhelia jogar, ele troca para 4-2-3-1 na transição ofensiva, acelerando pelo corredor esquerdo onde a Espanha costuma empurrar o lateral para dentro.
Imagem: Internet
Raio-X dos grupos
Grupo F (antes da rodada)
1º Portugal – 18 pts, 6J, 18-2 de saldo
2º Hungria – 10 pts, 5J
3º Irlanda – 5 pts, 6J
4º Armênia – 4 pts, 5J
Grupo E (antes da rodada)
1º Espanha – 15 pts, 5J, 14-3 de saldo
2º Turquia – 9 pts, 5J
3º Geórgia – 7 pts, 5J
4º Bulgária – 4 pts, 5J
*Dados oficiais da UEFA até a 5ª rodada.
Impacto futuro para cada seleção
Portugal: vitória hoje dará match-point para garantir a vaga já na próxima data FIFA. A consequência direta seria liberdade para Martínez testar rotações e dar minutagem à nova geração (João Neves, António Silva) sem pressão por resultado.
Irlanda: um revés praticamente elimina a seleção e reabre o debate interno sobre mudança de modelo, sobretudo no setor criativo: a equipe é a 24ª colocada em gols por jogo dentre as 32 que disputam a fase principal europeia.
Espanha: se mantiver os 100%, chegará à última janela com possibilidade de confirmar liderança com duas rodadas de antecedência, o que facilita planejamento de amistosos de alto nível em 2026.
Geórgia: pontuar fora de casa é crucial; em caso de derrota, a equipe ficaria dependente de tropeços turcos. A federação traçou meta de chegar ao primeiro Mundial via repescagem — feito inédito no país.
No curto prazo, esses duelos podem redefinir o equilíbrio de forças nos Grupos E e F. Um triunfo português combinado a tropeço húngaro deixa a vaga muito próxima de Lisboa, enquanto uma zebra georgiana reaqueceria a briga na chave da Espanha. O desfecho desta noite influenciará não apenas a matemática, mas também a gestão física e tática dos elencos nas duas últimas datas Fifa antes da Copa 2026.
Com informações de The Guardian