Birmingham (11.out.2025) – Em meio a uma sequência de quatro vitórias consecutivas e sete jogos de invencibilidade, o Aston Villa derrotou o Feyenoord por 2 a 0, em Roterdã, e voltou a sonhar alto na temporada. O clube ainda lida com as limitações impostas pelas regras de Profitability and Sustainability (PSR), mas a análise interna indica um caminho claro: usar a Liga Europa como trampolim de volta à Liga dos Campeões.
De onde veio o desânimo?
O ambiente pessimista instalou-se após a frustração de 2024/25: uma expulsão de Emiliano Martínez na última rodada contribuiu para a derrota por 2 a 0 para o Manchester United, resultado que derrubou os Villans da quinta colocação e, por consequência, da Champions. O tropeço foi interpretado pelos torcedores como consequência direta das restrições do PSR, mas o histórico recente mostra que o problema foi mais de campo do que de contabilidade.
Entenda o PSR e o impacto nas finanças do clube
• O PSR foi aprovado por votação entre os próprios clubes da Premier League com o objetivo de controlar gastos.
• O Aston Villa apresentou 91% de relação folha salarial/faturamento, índice que pressiona as contas e limita novas contratações.
• A venda de jovens da base passou a ser usada como válvula de escape para gerar “lucro contábil”, mas o elenco principal pouco se alterou: Jacob Ramsey e Leon Bailey saíram; Evann Guessand chegou como aposta.
Raio-X do elenco: contratações e minutos em 2024/25
10 contratações permanentes foram feitas na temporada passada; apenas Amadou Onana passou de 10 jogos como titular. O baixo aproveitamento contribuiu para a saída do diretor esportivo Monchi, que não replicou na Inglaterra o sucesso obtido no Sevilla.
No último mercado de janeiro, o clube apostou em empréstimos de Marcus Rashford e Marco Asensio; o retorno esportivo foi distante do planejado. Agora, surgem como alvos Harvey Elliott (22 anos, fora dos planos imediatos do Liverpool) e Jadon Sancho, que busca reabilitação depois de temporada irregular no Manchester United.
Malen em alta: a peça que pode destravar o ataque
Donyell Malen ganhou espaço com os dois gols sobre o Burnley na liga. Com movimentação agressiva em transições rápidas, o holandês oferece alternativa aos pontas de posse mais lenta, característica vista em Asensio. O momento do atacante soma-se ao crescimento coletivo: além da vitória sobre o Feyenoord, o Villa emplacou quatro triunfos seguidos e subiu para a metade superior da tabela.
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Projeção: Liga Europa como rota para a Champions
Apesar da recuperação na Premier League, a briga por quinto lugar envolve Newcastle e Tottenham, adversários com receitas maiores. A rota mais curta para a Champions, portanto, está na Liga Europa, torneio em que Porto, Roma, Betis e Lyon aparecem como principais obstáculos. O retrospecto recente – conquistas internacionais em 1982 e campanhas contra Bayern, Juventus e PSG na última temporada – reforça a confiança do torcedor.
Próximos passos: o Aston Villa enfrenta o Wolverhampton no fim de semana e, na sequência, visita o Real Betis pela Liga Europa. A manutenção da série invicta pode consolidar a equipe entre os cinco primeiros e, paralelamente, pavimentar o caminho para uma eventual final continental em Istambul.
Se o elenco mantiver o foco e o clube administrar o PSR sem dramatizações, a temporada 2025/26 tem potencial para recolocar os Villans na elite europeia – seja pela tabela doméstica, seja erguendo a taça da Liga Europa.
Com informações de The Guardian