Belo Horizonte (MG) – Em visita à capital mineira para participar do jogo festivo “Desafio de Gigantes”, que celebrou os 60 anos do Mineirão, o ex-meia Jesús Dátolo afirmou que o Atlético-MG precisa “fechar o grupo” dentro e fora de campo antes do clássico estadual que se aproxima, reforçando que “vestir a camisa do Galo não é para todo mundo”. A declaração foi dada nesta semana, na chegada do argentino ao estádio.
A fala de Dátolo: o que significa “fechamento”
Segundo o campeão da Copa do Brasil de 2014, a prioridade não é somente encontrar um novo camisa 10, mas sim criar coesão interna. No vocabulário futebolístico, “fechar” remete à união entre atletas, comissão técnica e diretoria para alinhar objetivos e blindar o ambiente de pressões externas – algo considerado decisivo em momentos de oscilação.
Memória de 2014 reforça o alerta
Dátolo foi peça importante na conquista alvinegra sobre o Cruzeiro em 2014, competição na qual o Atlético teve de superar desvantagens e pressão da torcida adversária. A lembrança reforça que a força coletiva – destacada à época pelo técnico Levir Culpi – foi determinante para o título. Ao citar que “arrepia” falar de Galo, o ex-meia resgata esse histórico de resiliência como parâmetro para o elenco atual.
Raio-X do momento alvinegro
Defesa: no Brasileirão 2023, o Atlético sofreu 32 gols em 38 rodadas (média de 0,84), a segunda melhor marca do campeonato. Mesmo assim, sofreu apuros em partidas decisivas, especialmente quando não contou com seus zagueiros titulares.
Criação: a equipe terminou o último nacional com 49 gols marcados (média de 1,28), mas apenas 11 foram originados de jogadas pelo corredor central, sinalizando carência de criatividade na faixa onde um camisa 10 costuma atuar.
Elenco atual: o plantel conta com cinco meio-campistas de origem, porém só um (Zaracho) possui características de articulação mais próxima à área. O clube segue no mercado à procura de um armador, mas a fala de Dátolo indica que a solução não passa apenas por reforços.
Imagem: este escriba sobre o clássico que se av
O impacto para o clássico e para a temporada
Com o clássico estadual à porta, a cobrança pública de um ex-ídolo tende a colocar o foco no vestiário. A comissão técnica deve intensificar reuniões internas para ajustar aspectos de liderança e comunicação. No curto prazo, a resposta do grupo será medida pela postura competitiva no duelo regional; no médio, pela sequência no Brasileirão e na Copa Libertadores, torneios que exigem consistência emocional e tática.
Conclusão prospectiva
A fala de Jesús Dátolo acende um alerta sobre a importância da coesão interna no momento em que o Atlético-MG busca estabilidade para brigar por títulos em 2024. Se o recado for assimilado, o elenco pode transformar a cobrança em vantagem competitiva já no próximo clássico; caso contrário, a pressão externa tende a aumentar, tornando a contratação de um armador apenas parte de um problema maior. Os próximos jogos indicarão qual caminho o Galo escolherá.
Com informações de Fala Galo