Quem: Fluminense e Sesc Flamengo.
O quê: final do Campeonato Estadual Feminino de Vôlei, vencida pelo time rubro-negro por 3 × 2.
Quando e onde: noite desta segunda-feira, no ginásio do Tijuca Tênis Clube, no Rio de Janeiro.
Por quê importa: o resultado define o campeão carioca de 2024 e serve como termômetro imediato para a estreia das equipes na próxima Superliga.
Como foi a decisão ponto a ponto
O clássico começou com domínio tricolor no primeiro set (25/17), mas o Flamengo reagiu ao empatar a parcial seguinte em 27/25. A oscilação se manteve: o Fluminense voltou a frente no terceiro set (25/18), perdeu consistência no quarto (18/25) e viu o troféu escapar no tie-break (12/15). O equilíbrio ficou explícito no número de sets vencidos: duas vitórias para cada lado antes do desempate.
Raio-X do confronto
Parciais: 25/17, 25/27, 25/18, 18/25, 12/15
Destaques do Flu: a levantadora Fabíola, campeã olímpica em 2012, controlou bem o side-out nos sets ganhos; a ponteira Amanda Campos foi a principal opção ofensiva.
Força rubro-negra: o Sesc Flamengo explorou volume defensivo e transição rápida, sobretudo com suas centrais, para virar bolas decisivas no 4º set e no tie-break.
O que o vice significa para o Fluminense
Apesar do segundo lugar, a equipe do técnico Marcos Miranda mostrou sinais positivos de entrosamento a poucos dias da Superliga. Na edição 2022/23, o Flu terminou em 6º lugar na fase classificatória. A manutenção de peças experientes — como Fabíola e a líbero Marcelle — somada à chegada de jovens como Amanda Sehn, tende a dar mais opções táticas em relação à última temporada.
Próximo desafio já tem data
No calendário, não há tempo para lamentar. O Fluminense estreia na Superliga na próxima segunda-feira (18h30), contra o Sancor Seguros Vôlei Maringá, no ginásio da Hebraica. Em um torneio onde cada ponto conta para o posicionamento no G-8, o desempenho defensivo observado nos sets perdidos contra o Flamengo será o principal ponto de ajuste. A comissão técnica busca reduzir a diferença de eficiência no side-out, que caiu de 63% para 48% entre o 3º e o 4º set da final.
Imagem: Internet
No curto prazo, o vice estadual serve como alerta e, ao mesmo tempo, como evidência de que o Fluminense já compete em nível semelhante ao de um semifinalista nacional. Se o bloqueio ajustar o timing contra Maringá, a tendência é de um início positivo na Superliga e, consequentemente, de uma campanha capaz de alçar o clube às quartas de final com mando de quadra.
Com informações de NetFlu