Rio de Janeiro (RJ) – O Flamengo confirmou, nesta semana, a contratação do pivô Lucas Doria para a temporada 2023/24 do Novo Basquete Brasil (NBB). O acerto foi fechado logo após a grave lesão de Ruan Miranda – ruptura do ligamento cruzado anterior – que afastará o jogador de toda a competição. Doria chega proveniente do basquete mexicano e será integrado imediatamente ao elenco comandado por Gustavo De Conti, que estreia no campeonato em 18 de outubro, fora de casa, contra o Bauru.
Por que o FlaBasquete precisou agir rápido?
Com a lesão de Ruan Miranda, o Flamengo perdeu seu principal defensor de garrafão em um momento de pré-temporada avançada. O calendário do NBB não admite “janelas” de inscrição longas: a equipe tem de apresentar a lista final de atletas antes da primeira rodada. Sem Miranda, o time ficaria com apenas um pivô de origem no elenco profissional, o que geraria desequilíbrio na rotação interior e sobrecarga para JP Batista.
Perfil técnico de Lucas Doria
Doria, de 26 anos, despontou na base do Minas e acumulou passagens por ligas latino-americanas, incluindo Argentina e México. Versátil, costuma alternar entre as posições 4 e 5, combina envergadura nos tocos com mobilidade para trocas defensivas no perímetro – característica valorizada no sistema de De Conti, que preza por versatilidade.
Raio-X: desempenho recente
- Última temporada (México): titular em boa parte dos jogos, consolidou médias na casa de dois dígitos em eficiência, com destaque para o índice de rebotes ofensivos.
- NBB 2021/22 (União Corinthians): participação em 34 partidas, com pico de 18 pontos e 9 rebotes em uma única rodada.
- Seleção de Base: campeão sul-americano sub-17 em 2014, experiência que o colocou no radar de clubes de elite do país.
O que muda no sistema de Gustavo De Conti
No modelo defensivo do FlaBasquete, o pivô é peça-chave para “ice” no pick-and-roll (contenção lateral que força o armador adversário para fora da área de infiltração). Sem Ruan, essa função ficaria ameaçada. Doria oferece:
1) Proteção de aro: timing para tocos e rebote defensivo, reduzindo segundas posses rivais.
2) Ameaça no pick-and-roll ofensivo: finalização próxima à cesta e capacidade de “short roll”, permitindo assistência rápida para os chutadores de perímetro.
3) Profundidade de elenco: possibilita a rotação em “small-ball” com Olivinha na 5 ou a formação tradicional com dois homens grandes.
Imagem: Internet
Calendário e integração
O Flamengo tem apenas duas semanas cheias de treinamento antes da viagem a Bauru. A tendência é que Doria receba carga máxima de treinos táticos para memorizar sistemas de ataque (motion e staggered screens) e alinhar a comunicação defensiva. O clube ainda terá, em outubro, confrontos diretos contra Paulistano e Minas – ambos postulantes ao G-4 do NBB –, o que torna a rápida adaptação do novo pivô estratégico para um bom início de campanha.
Próximos passos: Caso corresponda às expectativas, Doria deve consolidar minutos relevantes na rotação e abrir possibilidade de ajustes de mercado apenas em dezembro, quando a janela internacional volta a aquecer. Até lá, a performance do atleta pode definir o nível de agressividade do Flamengo no mercado e o posicionamento da equipe na parte alta da tabela.
Com informações de NetFla