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Quem: Atlético Mineiro, técnico Jorge Sampaoli e o zagueiro chileno Iván Román, 19 anos.
O quê: possibilidade de o atleta atuar mesmo com fratura no escafoide da mão esquerda.
Quando: quarta-feira, 15 de outubro, às 21h30 (28ª rodada do Brasileirão).
Onde: Arena MRV, Belo Horizonte.
Por quê: sequência de desfalques—Lyanco lesionado, Junior Alonso com a seleção paraguaia e Vitor Hugo suspenso—reduziu a zaga a apenas dois especialistas.

Contexto da crise defensiva alvinegra

O Atlético chega ao clássico com o Cruzeiro sem três dos seus quatro zagueiros mais utilizados. A lesão de Lyanco (coxa direita) e a convocação de Junior Alonso já eram esperadas pelo departamento de futebol. A suspensão de Vitor Hugo, porém, surgiu no último jogo, limitando as opções a Ruan Tressoldi e Vitão Fernandes.

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Nesse cenário, a comissão técnica discute a liberação médica extraordinária de Iván Román, recém-dispensado da seleção chilena sub-20 após fraturar o escafoide. O clube chegou a blindar o atleta: nada de fotos em treinamento e nenhum boletim oficial até a entrevista do diretor de futebol, Victor Bagy, que admitiu tentar “acelerar o processo”.

Plano B de Sampaoli: improvisações em linha de três

Sem garantia de Román, Sampaoli testa alternativas para manter seu sistema de construção desde a defesa:

  • Renzo Saravia recuado como zagueiro pela direita, função que já exerceu na seleção argentina sub-23.
  • Fausto Vera centralizado na última linha, repetindo modelo usado por Sampaoli no Sevilla com Fernando.
  • Manutenção de Ruan na esquerda e Vitão na sobra, formando uma linha de três que facilita a saída curta de bola.

Nenhuma das opções, contudo, oferece o pé esquerdo natural que Sampaoli valoriza no lado oposto; daí o esforço interno para ter Román disponível, já que o chileno atua preferencialmente pela esquerda.

Raio-X de Iván Román

  • Idade: 19 anos
  • Altura: 1,85 m
  • Pé dominante: esquerdo
  • Jogos pelo profissional em 2024: 6 (3 como titular)
  • Principais características: bom tempo de bola em disputas aéreas e passe vertical de média distância, fundamental na primeira fase de construção da equipe de Sampaoli.

Mesmo com minutos limitados, o staff do clube vê em Román um perfil complementar a Ruan, potencializando a saída de três com laterais altos—marcas registradas do treinador argentino.

Impacto na tabela e nos próximos compromissos

O clássico é decisivo não apenas pelo rival histórico: o Atlético precisa vencer para seguir na zona de classificação direta à Libertadores. Após o confronto diante do Cruzeiro, o Alvinegro encara uma sequência de dois jogos fora de casa (Bahia e Coritiba), onde a consistência defensiva costuma ser determinante para pontuar.

A liberação de Román, portanto, extrapola o “sacrifício” momentâneo. Se o departamento médico autorizar, o chileno tende a ganhar rodagem num período em que Alonso ainda estará à disposição da seleção paraguaia pelas Eliminatórias, oferecendo a Sampaoli mais um canhoto nato para sustentar seu modelo de posse.

No curto prazo, a decisão médica sobre Iván Román pode ser o fiel da balança entre improvisar meio-campistas na zaga ou manter a estrutura habitual. No médio, o desempenho do chileno em eventuais minutos no clássico servirá de termômetro para sua utilização na reta final do Brasileiro, quando lesões, convocações e suspensões tendem a se acumular.

Com informações de FalaGalo

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