Rio de Janeiro, 18/10 — Às vésperas de encarar Botafogo e Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro e o Racing pela semifinal da Conmebol Libertadores, o Flamengo vive um período de oscilação ofensiva. Mesmo com 108 gols marcados na temporada, o time comandado por Filipe Luís fez apenas três nas últimas cinco partidas, e o treinador colocou o centroavante Pedro no centro do plano de recuperação: “Ele não pode ser o problema, tem de ser a solução”, afirmou.
Momento de alerta na Gávea
O retrospecto recente — 1 vitória, 2 empates e 2 derrotas, com saldo negativo de um gol — acendeu o sinal amarelo. Desde agosto, Filipe Luís alterna formações na linha de ataque; somente quatro partidas repetiram o trio Plata-Pedro-Samuel Lino. A irregularidade contrasta com o volume ofensivo que marcou a primeira metade do ano e coloca o ajuste tático como prioridade para os treinamentos no Ninho do Urubu.
Por que Pedro é tratado como solução
Com 30 gols em 2023, Pedro representa 27,7% do total rubro-negro na temporada. Ainda assim, foi titular em apenas duas das últimas cinco partidas e não completou 90 minutos em nenhuma delas. O discurso público do técnico visa resgatar confiança e, ao mesmo tempo, aproveitar a principal virtude do atacante: a finalização em um toque dentro da área. Em jogos contra defesas postadas — cenário provável diante de Botafogo e Racing —, a presença de um centroavante especialista em última bola se torna estratégica.
Raio-X do ataque rubro-negro em 2023
- Gols na temporada: 108 (média de 2,0 por jogo)
- Últimos 5 jogos: 3 gols marcados, 4 sofridos
- Participação de Pedro: 30 gols e 5 assistências em 2023
- Formações utilizadas: 5 sistemas diferentes, com apenas 4 repetições do trio Plata-Pedro-Samuel Lino
Desafios imediatos: Botafogo, Palmeiras e Racing
No Brasileirão, Botafogo e Palmeiras brigam na parte alta da tabela e apresentam modelos de jogo contrastantes: pressão alta alvinegra versus bloco médio palmeirense. Na Libertadores, o Racing de Fernando Gago prioriza a posse de bola e exige intensidade sem a bola. Em todos os cenários, o Flamengo precisará equilibrar criação e recomposição — ponto de atenção nas partidas em que sofreu contra-ataques mesmo dominando posse.
O que esperar dos ajustes táticos
Filipe Luís estuda retomar o 4-3-3 com extremos de pé invertido para potencializar cruzamentos rasteiros em direção a Pedro, além de alternar com o 4-2-3-1 que libera Arrascaeta como enganche. A chave está no sincronismo das triangulações pelos corredores: quando Plata ou Samuel Lino recebem por dentro, a sobreposição dos laterais torna-se fundamental para gerar superioridade numérica e, consequentemente, mais bolas na zona de finalização do camisa 9.
Imagem: Internet
Conclusão: Se Pedro recuperar minutagem e o Flamengo estabilizar o modelo de jogo ainda nesta semana, o time chega mais competitivo a uma sequência que pode definir o ano — tanto na luta pelo topo do Brasileirão quanto pelo tetracampeonato continental. A evolução nos treinos será monitorada de perto, e cada performance nos próximos três jogos servirá como termômetro para as ambições rubro-negras em 2023.
Com informações de NetFla