Rio de Janeiro, 16/10/2025 – O Fluminense Football Club divulgou nota oficial em suas redes sociais nesta quarta-feira (16) para rebater a denúncia protocolada no Ministério Público do Rio de Janeiro pelo pré-candidato à presidência do clube, Luis Monteagudo, que alega mau uso do cartão corporativo por membros da atual gestão.
Entenda a denúncia
Monteagudo encaminhou ao MP-RJ um documento alegando que diretores e o presidente do Fluminense utilizaram o cartão corporativo para fins pessoais. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele relaciona gastos com empresas que, segundo sua pesquisa, não estariam ligadas às atividades do futebol profissional.
Como o clube se defendeu
Na nota intitulada “Vídeo Criminoso”, o Fluminense afirma que:
- Todos os lançamentos estão devidamente comprovados em notas fiscais e extratos.
- Os valores referem-se a “materiais e insumos básicos” para o funcionamento cotidiano de uma equipe de futebol profissional.
- Apresentará um dossiê ao MP-RJ com a documentação completa e pedirá investigação sobre “supressão de documentos internos”, crime previsto no art. 305 do Código Penal.
Para exemplificar, o clube cita três casos mencionados na denúncia:
- Impacta Play – De acordo com a nota, é fornecedora de grama e areia para o CT Carlos Castilho, não de acessórios de uso pessoal.
- Art List – Plataforma israelense que provê trilhas sonoras para a FluTV.
- Michele de Souza Paulo (Nepo Fitness Soluções) – Empresa que faz manutenção de equipamentos; o nome de uma representante comercial teria aparecido na fatura.
Raio-X financeiro e de governança
- Cartão corporativo: clubes brasileiros costumam concentrar nele gastos de pequena e média monta (manutenção, materiais esportivos, assinaturas de software, logística). A política interna exige nota fiscal e conciliação mensal.
- Balanço 2024: segundo relatório publicado no site do Fluminense, as despesas operacionais representam o segundo maior grupo de gasto do clube, atrás apenas da folha salarial. Manutenção de centro de treinamento e produção de conteúdo integrado à FluTV fazem parte dessa rubrica.
- Compliance: desde 2022, o clube mantém um Comitê de Governança que analisa despesas acima de determinado limite e responde ao Conselho Fiscal.
Impacto político às vésperas da eleição
A eleição presidencial, prevista para o final de 2025, tende a ganhar contornos mais acirrados. A denúncia:
Imagem: Internet
- Pode mobilizar conselheiros da oposição, pressionando por auditorias extras.
- Afeta a imagem pública da gestão às vésperas da abertura do exercício orçamentário de 2026.
- Interfere no clima interno do futebol profissional, que ainda disputa o Brasileirão e a reta final da Conmebol Libertadores.
Próximos passos
O Ministério Público deverá analisar o material entregue por ambas as partes e decidir se instaura investigação formal. Paralelamente, o Fluminense promete acionar “organismos internos” para apurar a conduta do pré-candidato, enquanto os citados no vídeo cogitam ações judiciais por danos morais.
Conclusão – A disputa pelo comando do Fluminense entrou em campo antes da hora. A forma como o clube comprovará seus gastos – e a celeridade do MP-RJ na análise do dossiê – pode definir não apenas o ambiente político, mas também o nível de confiança de parceiros e torcedores nos meses que antecedem a eleição de 2025.
Com informações de NetFlu