Quem: Atlético Mineiro e Cuiabá
O quê: intimação para comprovar pagamento de dívida pela compra de Deyverson
Quando: quinta-feira (16)
Onde: decisão emitida pela Justiça do Trabalho, após tramitação na CNRD
Por quê: apenas uma das quatro parcelas da negociação foi paga e o valor atualizado chega a R$ 4,7 milhões, além de R$ 228 mil de custas
Como a dívida se formou
O impasse teve início em agosto de 2024, quando o Atlético acertou a contratação do atacante Deyverson junto ao Cuiabá por R$ 4 milhões, divididos em quatro parcelas (R$ 500 mil, R$ 1,5 milhão e duas de R$ 1 milhão). De acordo com o processo, apenas a primeira parcela foi quitada.
Sem acordo, o Cuiabá notificou extrajudicialmente o clube mineiro em setembro do mesmo ano e concedeu 20 dias para a quitação total. O prazo expirou em 7 de outubro, e o caso seguiu para a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que determinou o pagamento à vista, sem novo parcelamento.
O que diz a decisão mais recente
Nesta quinta-feira (16), a Justiça intimou o Atlético a apresentar documentos que comprovem a quitação do débito atualizado (R$ 4,7 milhões), além de R$ 228 mil de custas processuais. Caso o clube não apresente a comprovação no prazo legal, poderá sofrer novas sanções, como bloqueio de receitas de direitos de transmissão ou inscrição em dívida ativa.
Raio-X financeiro do caso
Valor original do negócio: R$ 4,0 milhões
Parcelas previstas: 4 (R$ 500 mil + R$ 1,5 mi + R$ 1 mi + R$ 1 mi)
Parcela paga: R$ 500 mil (12,5% do total)
Valor atualizado cobrado: R$ 4,7 milhões
Custas processuais: R$ 228 mil
Total potencial: R$ 4,928 milhões
Por que a questão afeta o planejamento do Atlético
O Atlético já negociou Deyverson ao Fortaleza em janeiro deste ano. Mesmo sem o atleta no elenco, o clube mineiro permanece responsável pelo pagamento ao Cuiabá, já que a obrigação foi assumida no ato da compra original.
Além disso, o Galo vive processo de ajuste orçamentário. Segundo o balanço financeiro mais recente (temporada 2023), a dívida geral ultrapassou R$ 1 bilhão, tornando cada passivo trabalhista ou cível um ponto de atenção para o fluxo de caixa e para o cumprimento do Fair Play Financeiro da CBF.
Imagem: Pedro Souza
Impacto futuro: mercado e competições
Se o Atlético não comprovar o pagamento e sofrer bloqueios de receitas, o clube pode ficar limitado na janela de transferências de julho. Isso impacta diretamente o planejamento para a série A do Brasileirão e para as fases decisivas da Copa Sul-Americana, onde a profundidade de elenco será determinante.
Do lado do Cuiabá, a resolução rápida do caso reforça o caixa para avançar em novas contratações e manter a folha salarial em dia, ponto vital para um clube que busca estabilidade na elite.
Conclusão: A intimação desta quinta-feira é mais um lembrete de que passivos antigos podem comprometer o planejamento esportivo e financeiro do Atlético em 2024. O desfecho do processo — se haverá quitação imediata ou novas punições — deve balizar a agressividade do Galo no mercado de meio de ano e influenciar a gestão de caixa para o restante da temporada.
Com informações de Fala Galo