Rio de Janeiro, 22 de outubro de 2023 – O Flamengo, vice-líder do Campeonato Brasileiro e empatado em pontos com o Palmeiras, vive um alerta vermelho em um de seus antigos pontos fortes: a bola parada. Entre 15 de maio e 27 de julho, a equipe marcou nove gols em 15 jogos nesse tipo de jogada, mas, após esse recorte, despencou para apenas quatro gols em 19 partidas, dois deles cobrados da marca do pênalti.
Por que a bola parada era diferencial rubro-negro
Nas temporadas recentes, o Flamengo transformou faltas laterais, escanteios e pênaltis em arma tática para destravar defesas fechadas. Além da qualidade de batedores como Arrascaeta e Everton Ribeiro, a presença aérea de Léo Pereira e Léo Ortiz garantia profundidade. No auge deste ano, o time convertia 0,60 gol de bola parada por jogo (9 em 15).
Raio-X dos números
Fase 1 – 15/05 a 27/07
Gols marcados: 9
Média: 0,60 por jogo
Gols sofridos: 1
Fase 2 – 28/07 a 19/10
Gols marcados: 4 (2 pênaltis, 1 escanteio, 1 falta lateral ensaiada)
Média: 0,21 por jogo
Gols sofridos: 4
Em todo o período estudado (34 partidas), o Flamengo soma 13 gols de bola parada, média de 0,38 por jogo. Para efeito de comparação, estudos públicos indicam que 25% a 30% dos gols no Brasileirão normalmente nascem desse tipo de jogada.
O que mudou depois de julho?
Três fatores ajudam a explicar a queda:
1) Variação de elenco – Lesões e rotações afetaram a constância de cobradores e finalizadores.
2) Previsibilidade – Adversários passaram a marcar individualmente os zagueiros artilheiros e bloquear a primeira trave.
3) Eficiência defensiva adversária – Aumentou o número de duelos aéreos vencidos pelos rivais dentro da área rubro-negra.
Imagem: Internet
Impacto na tabela e nos objetivos da temporada
Numa liga equilibrada, cada bola parada pode valer pontos cruciais. Em 2022, por exemplo, o campeão brasileiro somou 11 pontos em jogos decididos por um único gol. Hoje, o Flamengo disputa a liderança ponto a ponto; manter a média atual tornaria a margem de erro mínima nas rodadas finais.
Caminhos para a recuperação
• Treinamentos específicos: sessões extras focadas em tempo de bola dos zagueiros e na variação de batidas curtas.
• Rotatividade controlada: alinhar escalação de cobradores e alvos para criar entrosamento.
• Mapa de calor defensivo: usar análise de vídeo para ajustar posicionamento na marcação de escanteios contra.
Conclusão prospectiva: Se quiser transformar a vice-liderança em título e seguir vivo nas demais competições, o Flamengo precisa reencontrar a velha força nas bolas paradas já na próxima rodada. Qualquer evolução nesse quesito pode representar o diferencial que separa uma campanha memorável de um fim de temporada apenas regular.
Com informações de NetFla