Barcelona e Real Madrid medem forças neste domingo (26), às 12h15, em Sevilha, e uma vitória culé colocará o time de Hansi Flick na liderança de LaLiga 2025/26 e, de quebra, igualará a série de cinco triunfos consecutivos obtida por Lionel Messi e Pep Guardiola entre 2008 e 2010.
O que está em jogo no El Clásico
Além da rivalidade centenária, o duelo vale a ponta da tabela: o Real chega com 23 pontos, dois a mais que o Barcelona. Um triunfo blaugrana inverterá a ordem e ainda fará o clube repetir uma marca que parecia inalcançável desde a era dourada comandada por Guardiola.
De Guardiola a Flick: comparação das séries
Em 2008-2010, o tiki-taka de Guardiola emendou cinco vitórias seguidas contra o Real, fechadas pelo icônico 5 a 0 no Camp Nou. Quinze anos depois, Flick soma quatro clássicos de invencibilidade:
- 4 x 0 – LaLiga 2023/24
- 5 x 2 – Supercopa da Espanha 2024
- 3 x 2 – Copa do Rei 2024/25
- 4 x 3 – LaLiga 2024/25
O padrão ofensivo mudou: saiu a posse interminável, entrou a transição vertical que marca o trabalho do alemão. Ainda assim, as duas sequências compartilham um ponto: alto volume de gols (média de 3,5 por jogo de Guardiola contra 4,0 de Flick).
Raio-X estatístico
Sequência atual de Flick
- Gols marcados: 16
- Gols sofridos: 7
- Aproveitamento em clássicos: 100%
Última temporada completa (2024/25)
Imagem: Internet
- Barcelona: 83 gols a favor e 32 contra em LaLiga (melhor ataque)
- Real Madrid: 78 gols a favor e 30 contra (melhor defesa)
Chaves táticas para o domingo
- Pivô de Gundogan: o alemão tem 3 assistências nos últimos 4 clássicos e atua na mesma zona onde Messi desequilibrava em 2010.
- Pressão pós-perda: o Barça recupera a bola em média 7,1 s após perder a posse — segundo melhor índice da liga, atrás apenas do próprio Real (6,9 s).
- Transição defensiva merengue: Ancelotti sofreu 1,6 gol por jogo em 2025/26 nos contra-ataques, cenário explorado pelas últimas vitórias culés.
Impacto futuro: calendário e moral de campeonato
Se confirmar a “quina”, o Barcelona iniciará sequência de três partidas contra rivais do meio da tabela (Getafe, Cádiz e Osasuna) com possibilidade de consolidar a liderança antes da paralisação de novembro para a Data FIFA. Para o Real, a derrota colocará pressão extra em um bloco complicado que inclui Atlético de Madrid (Copa do Rei) e Manchester City (Champions League).
No médio prazo, igualar a marca de Messi e Guardiola fortalece a narrativa de que Flick devolveu ao clube uma mentalidade vencedora em jogos grandes — fator essencial para a ambição culé de voltar a erguer a Champions após dez anos.
Com informações de ESPN.com.br