Belo Horizonte (10.out.2025) — O zagueiro Lyanco, camisa 4 do Atlético-MG, passou por cirurgia para reparar a ruptura total do tendão de Aquiles esquerdo no último dia 10 de outubro, em um hospital da capital mineira, e deve voltar a trabalhar com bola apenas em 2026. O procedimento foi conduzido pelos médicos do clube, Otaviano de Oliveira Júnior e Rodrigo Barreiro. Já em casa, o defensor publicou imagens usando muletas na própria academia familiar, marcando o início de uma longa reabilitação.
O que é uma ruptura de tendão de Aquiles e por que exige tanto tempo de recuperação?
Localizado na parte posterior do tornozelo, o tendão de Aquiles conecta a panturrilha ao calcanhar e suporta picos de força que podem ultrapassar dez vezes o peso corporal durante arrancadas e saltos. Quando ocorre a ruptura total, a literatura médica indica um período médio de 9 a 12 meses até retorno pleno às atividades de alto rendimento. No futebol, esse intervalo costuma ser ainda mais cauteloso para reduzir o risco de novas lesões.
Desfalque de peso: reorganização da linha defensiva alvinegra
Com Lyanco fora do restante da temporada, o Atlético-MG perde um dos seus zagueiros de maior imposição física — característica vital para bolas aéreas defensivas, setor que concede em média mais de 4 finalizações por jogo nesse fundamento, segundo levantamentos públicos do campeonato. Sem ele, o treinador passa a contar prioritariamente com as alternativas já no elenco para as fases decisivas do Brasileirão e da Copa Sul-Americana.
Raio-X da lacuna deixada por Lyanco
- Jogos interrompidos: a lesão ocorreu em partida do Brasileirão, encerrando a participação do atleta em 2025.
- Força no jogo aéreo: Lyanco somava, até setembro, média superior a 3,5 cortes de cabeça por partida (dados públicos de scouts da competição).
- Rotação limitada: o Galo teria, sem o camisa 4, um zagueiro a menos para possíveis formações com três defensores — sistema utilizado em confrontos recentes de mata-mata.
Impacto no calendário: Brasileirão em reta final e semifinal continental
O Atlético-MG luta por posições de relevância no Brasileirão e por uma vaga histórica na final da Sul-Americana. Além da reposição imediata, o departamento de futebol precisará avaliar o mercado na próxima janela, pois não haverá tempo hábil para contar com Lyanco na pré-temporada de 2026. Em termos de planejamento, o clube pode:
- Antecipar a integração de zagueiros formados na base para ampliar opções de elenco;
- Redefinir prioridades de investimento em reforços para a zaga na próxima janela;
- Aumentar a cautela na gestão de minutos dos demais defensores para evitar sobrecarga física.
Família como combustível de recuperação
Nos vídeos compartilhados, chama atenção o quadro com a foto da esposa Yasmin Volpato e dos filhos Flor e Liam, exibido na parede da academia particular. A literatura sobre reabilitação esportiva destaca o apoio familiar como fator que acelera a adesão do atleta aos protocolos de fisioterapia, fundamentais na cicatrização e no fortalecimento progressivo do tendão.
Imagem: Internet
Em síntese, a ausência de Lyanco altera o tabuleiro defensivo do Atlético-MG justamente na fase mais aguda da temporada. O sucesso do Galo em 2025 dependerá de uma adaptação rápida do sistema tático e de decisões assertivas no mercado. Enquanto isso, o camisa 4 inicia uma maratona de fisioterapia que, se seguir os prazos médios, deve colocá-lo de volta aos gramados apenas no segundo semestre de 2026.
Com informações de Galo 360 Oficial