Dirigente do Paysandu chora após rebaixamento na Série B e vê Corinthians e Palmeiras como exemplos: ‘Se reconstruíram’

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Belém (PA), 1º de novembro de 2025 — O Paysandu confirmou o rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro após perder por 2 a 1 para o Atlético-GO, na 35ª rodada da Série B, em Goiânia. Na lanterna, com 27 pontos, o Papão já não alcança mais o Athletic-MG, primeiro fora do Z-4. Em entrevista coletiva, o executivo de futebol Frontini chorou, pediu desculpas à torcida e citou Corinthians e Palmeiras como exemplos de clubes que se reconstruíram após quedas.

O que levou ao rebaixamento bicolor

Com 27 dos 105 pontos disputados (aproveitamento de 25,7%), o Paysandu não conseguiu consistência ao longo do torneio. A equipe oscilou entre três técnicos, sofreu gols em 29 das 35 partidas até aqui e passou 13 rodadas consecutivas sem vencer no primeiro turno — sequência que comprometeu a reação no returno.

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Além da instabilidade em campo, o clube enfrentou limitações orçamentárias. A folha salarial, segundo o balanço financeiro divulgado em abril, foi a 11ª mais baixa da Série B. Sem reservas técnicas no elenco, a equipe viu a fragilidade defensiva se refletir nos resultados: a diferença de 10 pontos para o Athletic-MG tornou-se irrecuperável mesmo com três rodadas por jogar.

Exemplos de reconstrução: Corinthians e Palmeiras

Na entrevista, Frontini lembrou que Corinthians (2007) e Palmeiras (2012) também foram rebaixados, mas retornaram à elite com títulos nacionais poucos anos depois. Em ambos os casos, o processo passou por:

  • Planejamento desportivo: manutenção de uma base de atletas, reforços pontuais e metodologia de jogo clara.
  • Reorganização financeira: controle de custos e incremento de receitas de marketing, bilheteria e direitos de TV.
  • Gestão de crise de imagem: comunicação frequente com o torcedor para preservar engajamento e receita de sócio-torcedor.

Para o Paysandu, que possui a quarta maior torcida da região Norte segundo pesquisas nacionais, seguir diretrizes semelhantes pode reduzir o impacto da menor cota de TV na Série C.

Raio-X da campanha 2025

  • Jogos disputados: 35
  • Pontos somados: 27 (25,7% de aproveitamento)
  • Distância para sair do Z-4: 10 pontos
  • Técnicos utilizados: 3
  • Sequência mais longa sem vitória: 13 rodadas (5ª – 17ª)

Próximos passos: planejamento para a Série C 2026

Restam três jogos — Coritiba e Amazonas em casa, Athletic-MG fora — apenas para cumprir tabela. A partir de dezembro, o clube terá cerca de 120 dias até a provável estreia na Série C. O desafio inclui:

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Imagem: Internet

  1. Definir comando técnico: perfil que una desenvolvimento de base e experiência em acesso.
  2. Revisar elenco: renovar com atletas de desempenho acima da média e buscar nomes de mercado regional que se encaixem no limite orçamentário.
  3. Captação de receitas: ampliar quadro de sócios, renegociar contratos de patrocínio e explorar naming rights da Curuzu.
  4. Preparação física: Série C tem calendário intenso e viagens longas; periodização adequada é chave para alto rendimento.

Conclusão prospectiva

O rebaixamento obriga o Paysandu a revisar processos internos, mas também abre a oportunidade de adotar práticas que levaram outros gigantes de volta à elite. A execução do planejamento para 2026 — começando pela escolha do treinador e pela manutenção de uma espinha dorsal competitiva — definirá se o Papão será mero figurante ou candidato real ao acesso já na próxima temporada. Os primeiros movimentos de mercado, previstos para dezembro, indicarão o grau de aprendizado extraído desta queda.

Com informações de ESPN.com.br

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