‘Ainda bem que não jogamos a Finalíssima’: Argentina decepciona contra a Mauritânia

Buenos Aires, 27 de março de 2026 – A seleção argentina venceu a Mauritânia por 2 × 1, na Bombonera, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026, mas saiu de campo sob críticas pela atuação aquém do esperado contra a 115ª colocada no ranking da FIFA.

Por que o teste ganhou contornos de alerta

O duelo, originalmente planejado para ser a Finalíssima contra a Espanha, tornou-se um compromisso de menor dificuldade técnica após o cancelamento do confronto europeu por divergências de calendário e tensões geopolíticas no Irã. Mesmo assim, a Albiceleste encontrou obstáculos inesperados: sofreu um gol, foi superada em número de finalizações (9 × 7) e precisou de ajustes no intervalo para garantir o triunfo.

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Raio-X da partida

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Chutes totais: Mauritânia 9 | Argentina 7
Chutes no alvo: Mauritânia 6 | Argentina 3
Intercepções: Mauritânia 11 | Argentina 7
Perdas de posse: Mauritânia 78 | Argentina 94
Posse de bola (1ºT): Argentina chegou a 80%
Finalizações no 2ºT: Mauritânia 7 | Argentina 1
Fonte dos dados: SofaScore via TyC Sports

O que disseram Scaloni e Dibu Martínez

Após o apito final, Lionel Scaloni reconheceu que “há coisas a corrigir” e destacou a utilidade de enfrentar estilos diferentes antes do Mundial. Já o goleiro Dibu Martínez foi contundente: “Faltou intensidade, solidez e convicção. Se jogássemos a Finalíssima desse jeito, perderíamos”.

Aspectos táticos que preocupam

1. Pressão ineficaz: a Argentina manteve a bola, mas trocou passes sem profundidade. A linha de ataque raramente quebrou o bloco médio mauritano, permitindo contra-ataques que exigiram defesas de Dibu.

2. Espaço entre zaga e meio: com Enzo Fernández adiantado, surgiram corredores às costas dos volantes. A Mauritânia aproveitou para criar cinco das suas nove finalizações nesse setor.

3. Baixa agressividade pós-perda: as 94 posses perdidas, 16 a mais que o adversário, mostram dificuldade para retomar a bola rapidamente – algo que foi marca registrada da Scaloneta no ciclo 2021-2023.

Impacto na rota até a Copa 2026

O revés estatístico não altera o status da Argentina como uma das favoritas ao bicampeonato, mas serve de termômetro para a necessidade de:

  • Ajustar a fase defensiva: a equipe sofreu apenas 8 gols em 18 jogos oficiais pós-Catar 2022; levar perigo da Mauritânia destoa desse padrão.
  • Dar minutagem a novos nomes: Scaloni testou três estreantes. A integração precisa avançar para que o grupo chegue coeso à estreia do Mundial.
  • Reforçar a competitividade nos amistosos: próximo adversário é a Zâmbia, dia 31/3, novamente na Bombonera. A comissão técnica busca desempenho mais convincente para encerrar a Data FIFA.

Próximo passo: Zâmbia no horizonte

Com pouco tempo de treino, Scaloni deve manter a base titular, mas há expectativa de mudanças pontuais – sobretudo na lateral direita e no meio-campo – para elevar a intensidade. Um novo tropeço de rendimento pode reabrir o debate sobre nomes experientes que perderam espaço desde 2025.

Conclusão prospectiva: O 2 × 1 sobre a Mauritânia expôs fragilidades de criação e de reação defensiva que estavam latentes. O amistoso contra a Zâmbia, último antes da convocação final para a Copa, ganha peso de decisão na busca por ajustes finos e por confiança – elementos que podem definir se a Argentina chegará ao Mundial como candidata dominante ou apenas competitiva.

Com informações de Trivela

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