Argentina e Messi saem do fundo do poço contra o Egito para mostrar que podem competir com favoritas

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Atlanta (EUA), 7/7/2026 – A seleção da Argentina venceu o Egito por 3 x 2, de virada, no Estádio de Atlanta, e avançou às quartas de final da Copa do Mundo. A atual campeã mundial saiu atrás ainda no primeiro tempo, viu Lionel Messi desperdiçar um pênalti, mas reagiu nos 15 minutos finais: o camisa 10 participou diretamente dos três gols — marcou um e deu a assistência decisiva — e selou a classificação para enfrentar Suíça ou Colômbia no próximo sábado (11), em Kansas City.

Como a Albiceleste saiu das cordas

O plano do técnico Lionel Scaloni esbarrou na organização egípcia durante 75 minutos. Com duas linhas de quatro compactas, o Egito bloqueou o corredor central argentino, setor onde Messi, Julián Álvarez e Enzo Fernández costumam acelerar as jogadas. A posse de bola albiceleste girava sem profundidade até que, já perdendo por 2 x 0, Scaloni adiantou Enzo entre as linhas e deslocou Messi para a ponta direita, abrindo amplitude e atraindo marcadores.

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Foi justamente dali que nasceu a virada:

  • 34’/2ºT – Messi cruza da direita e Cristian Romero testa firme: 2 x 1.
  • 38’/2ºT – Pressão na entrada da área, a sobra fica para Messi finalizar forte: 2 x 2.
  • 45+2’/2ºT – Contra-ataque conduzido por Messi, passe para Enzo Fernández definir: 3 x 2.

A inversão de funções entre Enzo (mais agressivo) e Alexis Mac Allister (mais recuado) também ajudou a quebrar a marcação egípcia, oferecendo um meio-campo de chegada que não existia até então.

Raio-X do duelo

  • Primeira virada argentina em Copas do Mundo após sair atrás no intervalo — feito que não ocorria até esta terça-feira.
  • Lionel Messi: 8 gols (artilheiro isolado do torneio) e 1 assistência; nove passes para gol em Copas, novo recorde histórico.
  • Eficiência tardia: os três gols argentinos saíram após a pausa para hidratação do segundo tempo.
  • Egito: abriu o placar com Yasser Ibrahim e ampliou com Mostafa Ziko, ambas as jogadas construídas em transições rápidas — exatamente o ponto frágil da defesa argentina nesta edição.

Impacto na rota pelo tetracampeonato

Apesar da classificação, a Argentina ainda mostra vulnerabilidade contra adversários que congestionam o centro do campo. Cabo Verde nas oitavas (fase anterior) e, agora, Egito, limitaram a criação albiceleste e expuseram a dependência de lampejos de Messi. Caso o próximo adversário seja a Suíça, a equipe encontrará novamente um bloco baixo com ótimo jogo aéreo; se for a Colômbia, terá de lidar com transições velozes pelos lados — cenário parecido com o que complicou Lisandro Martínez e Nahuel Molina hoje.

Do ponto de vista físico, a sequência de partidas com desgaste elevado pode afetar Messi, que já disputou 270 minutos como titular. A gestão de minutos do camisa 10 e de Di María tende a ser pauta interna até sábado.

Próximos passos:

  • Quarta-de-final: 11/7, Kansas City, contra Suíça ou Colômbia.
  • Possível semifinal: Inglaterra ou Noruega, equipes com atacantes de referência (Kane ou Haaland) e, portanto, desafio aéreo ao trio Romero–Otamendi–Lisandro.
  • Registros individuais: Messi pode ampliar vantagem na artilharia e se tornar o primeiro jogador a marcar em todos os jogos de uma Copa desde o formato atual.

Em síntese, a virada mantém vivo o sonho do tetracampeonato, mas escancara a necessidade de soluções coletivas que aliviem o peso sobre Messi nos mata-matas restantes.

Com informações de Trivela

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