Londres, 6 de maio de 2026 – O Arsenal quebrou um jejum de duas décadas e voltou à decisão da Champions League ao derrotar o Atlético de Madrid por 1 a 0, no Emirates Stadium, nesta terça-feira (5). O zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães foi decisivo com cortes salvadores, mas tornou-se alvo de críticas do ex-Bola de Ouro Matthias Sammer, que o acusou de “teatro” para influenciar o árbitro Daniel Siebert durante a transmissão da Amazon Prime.
Por que Matthias Sammer atacou Gabriel Magalhães?
Campeão europeu em 1997 pelo Borussia Dortmund, Sammer afirmou que o camisa 6 “deveria entregar sua camisa ao árbitro” após um lance na lateral em que, segundo ele, houve contato mínimo. Para o alemão de 58 anos, a predisposição do brasileiro a cair teria contribuído para uma arbitragem “caseira”, algo que revoltou o Atlético, já incomodado com duas jogadas não revisadas pelo VAR.
Os lances que incendiaram a semifinal
54’ – Bloqueio em Giuliano Simeone
William Saliba errou o corte de cabeça, Simeone driblou o goleiro David Raya e, com gol aberto, foi desarmado por Gabriel. O atacante alegou falta e cobrou revisão do VAR, que não ocorreu.
59’ – Carrinho em Griezmann
Riccardo Calafiori derrubou o francês dentro da área. Siebert invalidou o lance ao marcar falta anterior de Marc Pubill sobre Gabriel. Novamente, sem revisão.
O peso de Gabriel na engrenagem defensiva do Arsenal
A despeito da polêmica, Gabriel vive a temporada mais consistente pelo clube londrino:
- Titular em todos os 12 jogos do Arsenal na Champions 2025/26.
- Único jogador de linha da equipe que ainda não foi substituído no torneio.
- Lidera o elenco em cortes e rebatidas, de acordo com dados oficiais da UEFA.
Na prática, o brasileiro forma com Saliba uma dupla que encaixa no modelo de Mikel Arteta: saída curta, agressividade no 1×1 e linha alta. Desde janeiro, o time acumulou sete clean sheets em 10 partidas, desempenho que sustentou a caminhada europeia mesmo com oscilações ofensivas.
Imagem: IMAGO
Raio-X da campanha: como o Arsenal voltou a ser finalista
Defesa em alta – Apenas quatro gols sofridos em todo o mata-mata.
Momento chave – Suspender lesionados em abril obrigou Arteta a recuar Declan Rice, facilitando coberturas para Gabriel.
Ataque eficiente – Bukayo Saka assumiu protagonismo (6 gols), compensando a seca de Gabriel Jesus.
O que muda para a decisão em Budapeste
O Arsenal aguarda Bayern de Munique ou PSG no dia 30 de maio, na Puskás Aréna. Independentemente do rival, a dupla Gabriel-Saliba carregará a responsabilidade de conter ataques que contam com Harry Kane ou Kylian Mbappé. O comportamento do brasileiro sob holofotes – inclusive quanto às quedas contestadas – tende a ser monitorado de perto pela arbitragem e pode influenciar eventuais tomadas de decisão do VAR na final.
Conclusão prospectiva: Se a solidez defensiva é pilar do projeto de Arteta, a pequena margem entre jogo físico e simulação, apontada por Sammer, vira fator de risco para Gabriel Magalhães. Resta saber se, em Budapeste, a linha entre “malícia” e “teatro” penderá a favor ou contra o Arsenal na busca pelo título inédito.
Com informações de Trivela