Quem: Ben Old, lateral/ponta-esquerda de 22 anos do Saint-Étienne e da seleção da Nova Zelândia.
O quê: Chega à Copa do Mundo de 2026 como titular absoluto dos All Whites.
Quando e onde: Mundial disputado a partir de 11 de junho de 2026, grupo G (Bélgica, Irã e Egito).
Por quê: A ex-promessa do golfe virou peça estratégica após liderar a campanha do título da Copa das Nações da OFC e elevar o nível técnico do flanco esquerdo neozelandês.
Da tacada perfeita ao passe em profundidade: trajetória que moldou a resiliência
Filho de família apaixonada por golfe, Ben Old empunhou o primeiro taco aos dois anos e, aos sete, já disputava torneios infantis nos Estados Unidos. A experiência precoce em competições de alto nível — Las Vegas, Pinehurst e San Diego — ensinou gestão de pressão, hoje visível na tranquilidade para servir companheiros ou recompor defensivamente.
A virada de chave ocorreu aos 16 anos, quando o ingresso no centro de formação do Wellington Phoenix exigiu escolher entre fairways e gramados. Optou pelo futebol, acumulou quatro temporadas de A-League e participou diretamente de nove gols (4 tentos, 5 assistências) em 2023/24, números suficientes para atrair o Saint-Étienne, segundo maior campeão francês, em 2024.
Encaixe tático: por que Darren Bazeley não abre mão de Old
O técnico da Nova Zelândia utiliza o 4-3-3 que alterna para 3-2-5 em fase ofensiva. Nesse desenho, Old oferece:
- Largura para alongar a linha rival, recebendo aberto na esquerda;
- Inversão rápida ao pé direito, buscando o meia-ponta ou o centroavante em diagonal;
- Recomposição agressiva — herança do tempo como lateral — que reduz a exposição do zagueiro canhoto.
Na última Copa das Nações da OFC, o camisa 11 concluiu o torneio com média de 2,3 passes chave e 4,1 recuperações por jogo, segundo dados da federação local, liderando a equipe em ambos os quesitos.
Raio-X de Ben Old
Idade: 22 anos (nascido em 24/08/2004)
Clube atual: Saint-Étienne (desde julho/2024)
Partidas na seleção principal: 18
Gols/assistências pela seleção: 3 G / 5 A
Velocidade máxima registrada: 33,2 km/h (Ligue 2 2024/25)
Participação em gol a cada: 209 minutos na A-League 2023/24
Imagem: IMAGO
Impacto no grupo G: lições de 1982 e 2010 para buscar a 1ª vitória
A Nova Zelândia somou três empates e seis gols sofridos em seus dois Mundiais anteriores (1982 e 2010). A entrada de Old amplia a capacidade de transitar em bloco, reduzindo dependência de bolas longas — ponto criticado nas eliminações passadas. Contra Bélgica e Egito, laterais que rompem a primeira pressão adversária são vitais para escapar do 3-2-5 belga e do bloco médio egípcio. Já diante do Irã, que marca em 4-4-2 compacto, o drible curto de Old (1,9 por jogo na Ligue 2) pode quebrar linhas e gerar superioridade numérica.
O que vem a seguir
Antes do Mundial, os All Whites têm amistosos confirmados contra Japão e México. A comissão técnica planeja usar Old por 60 minutos em cada partida para administrar a recente recuperação de um problema no joelho direito. Se mantiver a média de criação registrada na OFC, o canhoto pode ser o fator-X para a tão sonhada primeira vitória neozelandesa em Copas.
Perspectiva: Consolidado como titular, Ben Old tende a catalisar a evolução de um modelo de jogo mais associativo e, caso se destaque no palco global, pode abrir portas a futuras transferências para as cinco grandes ligas europeias, elevando o patamar do futebol da Oceania.
Com informações de Trivela