Orlando (EUA), 31/03/2026 – A Seleção Brasileira derrotou a Croácia por 3 a 1 no Camping World Stadium, no último amistoso antes da convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo. Danilo, Igor Thiago (pênalti) e Martinelli marcaram, enquanto o time europeu chegou a empatar na etapa final. O resultado alivia a pressão após a derrota para a França cinco dias antes e oferece sinais claros sobre as peças que ganharam moral na reta decisiva da preparação.
Por que a vitória importa
Além de recolocar a Seleção no caminho das vitórias, o amistoso serviu como laboratório para seis alterações no onze inicial. A escolha por Bento no gol, Ibañez improvisado na lateral direita, o retorno de Marquinhos à zaga e a aposta em Luiz Henrique, João Pedro e Danilo conferiu novo dinamismo ao time. O bom rendimento inicial, coroado pelo gol de Danilo, mostrou alternativas para um meio-campo que buscava mais chegada à área e compactação sem bola.
Raio-X tático das novidades
Danilo (volante, Botafogo)
– Primeiro gol pela Seleção principal.
– Maior número de desarmes (3) entre os meio-campistas brasileiros no 1º tempo.
Bento (goleiro, Athletico-PR)
– Estreia como titular fora do Brasil.
– Uma defesa difícil, porém falha na saída de bola no lance do empate croata.
Luiz Henrique (pontadireita, Betis)
– 4 tentativas de drible, 3 bem-sucedidas, elemento de profundidade pela direita.
– Único atacante a permanecer em campo até as substituições finais.
Como o desenho evoluiu durante o jogo
No 4-3-3 inicial, Casemiro atuou como pivô defensivo, com Danilo e Matheus Cunha em alturas diferentes para pressionar a saída croata. O mérito foi neutralizar Modric na maior parte da primeira etapa, fator decisivo para o domínio territorial do Brasil. No segundo tempo, a queda física de Vinicius Jr. e a entrada de jogadores menos entrosados quebraram o ritmo, permitindo o contra-ataque que gerou o empate. A partir daí, Endrick mudou o panorama: sofreu o pênalti convertido por Igor Thiago e ainda puxou o contragolpe que terminou no gol de Martinelli.
Impacto na lista de 18 de maio
Com apenas 26 vagas disponíveis, a partida reposiciona alguns personagens:
Imagem: Internet
- Danilo consolida-se como coringa de meio-campo e candidato natural à reserva de Casemiro.
- Bento ganha vantagem na disputa pela terceira vaga de goleiro, mas a falha indica que o debate segue aberto.
- Luiz Henrique reforça a necessidade de um ponta destro que ataque o um-contra-um, carência observada por Ancelotti desde o ciclo passado.
- Igor Thiago inaugura sua contagem com a camisa verde-amarela e se apresenta como centroavante de força física – perfil único no grupo.
Próximos passos da preparação
A Seleção volta a se reunir em 31 de maio, contra o Panamá no Maracanã, e encara o Egito em Cleveland em 6 de junho. Serão as duas últimas oportunidades de jogo antes da estreia no Mundial, marcada para 13 de junho, diante do Marrocos. A comissão técnica planeja utilizar as sessões em Teresópolis e os amistosos finais para calibrar a pressão pós-perda de bola, setor ainda vulnerável mesmo na vitória sobre a Croácia.
Conclusão prospectiva: O 3 a 1 em Orlando não resolve todas as pendências, mas oferece a Carlo Ancelotti material valioso para fechar a convocação. Se Danilo e Igor Thiago ganharam terreno, a instabilidade defensiva nos minutos finais mantém alerta sobre o equilíbrio do elenco. A lista de 18 de maio poderá confirmar a virada de chave exibida na Flórida ou recolocar em pauta os ajustes que ainda se impõem.
Com informações de ESPN Brasil