‘Divisive’ Rodgers leaves Celtic and is replaced by O’Neill as interim manager

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Glasgow (27/10/2025) – Brendan Rodgers deixou o cargo de treinador do Celtic na noite desta segunda-feira, após a derrota por 3 × 1 para o Hearts que manteve o clube oito pontos atrás do líder da Premiership. Para estancar a crise imediata, a diretoria confirmou a volta de Martin O’Neill – técnico tricampeão escocês entre 2000 e 2005 – como comandante interino, auxiliado por Shaun Maloney.

Por que a saída aconteceu agora?

Rodgers vinha externando insatisfação com a escassez de reforços desde a janela de verão, discurso que ganhou eco em protestos de torcedores contra a cúpula do clube. O principal acionista, Dermot Desmond, rebateu publicamente o treinador e classificou suas declarações como “divisivas, enganosas e voltadas para interesses pessoais”. O desgaste culminou no pedido de demissão dois anos após o retorno do técnico a Glasgow.

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Raio-X dos protagonistas

Brendan Rodgers (2ª passagem, 2023-2025)

  • Títulos: 1 Premiership, 1 Copa da Liga – ambos conquistados na temporada passada.
  • Aproveitamento: 72% (dados oficiais do Celtic FC).
  • Contexto 2025/26: equipe com apenas 4 vitórias nas últimas 10 rodadas e eliminação precoce na fase preliminar da Champions League.

Martin O’Neill (1ª passagem, 2000-2005)

  • 3 títulos da Premiership e 3 da Copa da Escócia.
  • Finalista da Copa da UEFA em 2003 contra o Porto de José Mourinho.
  • Estilo de jogo: 4-4-2 agressivo, transições rápidas pelos flancos e bola parada forte – pontos que podem melhorar imediatamente o atual Celtic, que sofre para criar chances em jogo posicional.

Impacto imediato na temporada

O’Neill estreia já nesta quarta-feira contra o Falkirk, pela Premiership, e encara o clássico contra o Rangers no domingo, valendo vaga na decisão da Copa da Liga. A curto prazo, a missão é dupla: reduzir a diferença para o Hearts na tabela e evitar que a turbulência extracampo afete o rendimento em jogos de mata-mata.

O que muda taticamente?

Rodgers privilegiava posse de bola prolongada (média superior a 60% no campeonato), mas a equipe demonstrou dificuldade para converter domínio em gols – apenas 1,5 gol por partida após 12 rodadas. O’Neill tende a:

‘Divisive’ Rodgers leaves Celtic and is replaced by O’Neill as interim manager - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

  • Reforçar o jogo direto, utilizando atacantes físicos para atacar as costas da defesa adversária.
  • Dar nova função a extremos como Jota, aproximando-os do centroavante em um 4-4-2.
  • Exigir compactação defensiva: ponto crítico numa equipe que sofreu 7 dos últimos 10 gols em transições.

Próximos capítulos

Se os resultados aparecerem rapidamente, a permanência de O’Neill até o fim da temporada – ou além – ganha força. Caso contrário, nomes já especulados, como Ange Postecoglou, voltam ao radar. Com o título nacional em risco inédito desde 2021 e a pressão das arquibancadas crescente, cada partida do Celtic passa a ser decisiva para definir o rumo esportivo e político do clube.

Conclusão prospectiva: a troca de comando insere o Celtic em rota de colisão com o calendário: em menos de uma semana, O’Neill pode recolocar o time na briga por troféu ou ampliar a crise. O desfecho destes primeiros jogos servirá de termômetro para saber se a era Rodgers ficará como um intervalo turbulento ou como a origem de uma reconstrução mais profunda em Parkhead.

Com informações de The Guardian

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