Quem: Liverpool e Chelsea
O quê: Blues correram mais do que os Reds pela primeira vez na temporada 2025/26 da Premier League
Quando: sábado, 9 de maio de 2026
Onde: Anfield, Liverpool
Por quê: número de quilômetros percorridos confirma queda de intensidade física da equipe de Arne Slot, evidenciada pelos próprios comentários do treinador holandês
O que aconteceu em Anfield
O empate por 1 a 1 entre Liverpool e Chelsea entrou para as estatísticas da Premier League por um motivo incomum. De acordo com a BBC, o Chelsea percorreu 104 km coletivos, contra 103,35 km do Liverpool. Foi a primeira vez em 36 rodadas que os Blues superaram um adversário em distância percorrida.
Até então, o clube londrino havia sido superado nesta métrica em todas as partidas. Já o Liverpool foi batido em quilometragem em 32 dos 36 compromissos, um contraste marcante para uma equipe cuja identidade recente esteve ancorada no gegenpressing.
Raio-X dos números de intensidade
- Distância média do Liverpool em 2025/26: 103 km por jogo*
- Distância média do Chelsea em 2025/26: 102 km por jogo*
- Partida com maior volume dos Reds no campeonato: 110 km (vs. Newcastle, 8.ª rodada)
- Tempo caminhando contra o Chelsea: 37,29% do jogo
- Tempo em sprint contra o Chelsea: 8,09% do jogo
*médias calculadas a partir dos relatórios oficiais da Premier League até a 36.ª rodada.
Por que o Liverpool corre menos?
No início de fevereiro, Arne Slot admitiu que o elenco não atingira o nível físico desejado: “A pressão não é a mesma da temporada passada porque não estávamos prontos o suficiente”. A preparação foi comprometida por um calendário atípico, marcado pelo falecimento de Diogo Jota e pela consequente revisão da pré-temporada. Sem o ciclo completo de treinos de base, a equipe sente reflexos até maio.
Além disso, o Liverpool de 2025/26 tem mantido mais posse de bola em comparação ao ciclo anterior — média de 61% contra 58% em 2024/25 —, o que naturalmente reduz a necessidade de cobrir longas distâncias. No entanto, os próprios números de sprint indicam que a queda não é apenas conceitual, mas também física.
Impacto tático imediato
Menos explosão se traduz em linhas menos compactas e maior exposição defensiva. Não por acaso, o Liverpool já sofreu 42 gols — cinco a mais que em toda a temporada anterior. O time também registra queda na eficiência do pressing: recuperações em campo rival caíram de 9,8 para 7,1 por jogo (dados Opta).
Imagem: IMAGO
Ao mesmo tempo, o Chelsea aproveitou a rara superioridade física para igualar a posse (49% a 51%) e finalizar 13 vezes, quase a mesma marca dos Reds (15). O resultado mantém ambos na disputa por vagas europeias, mas deixa o alerta ligado para Anfield.
O que esperar das últimas rodadas
Com três jogos restantes e uma vaga na Champions em disputa, o Liverpool terá pouco tempo para corrigir o déficit atlético. A comissão técnica deve priorizar a recuperação entre partidas, evitando sobrecarga e tentando sustentar a intensidade por blocos curtos dentro dos 90 minutos. Já o Chelsea, animado pela quebra de tabu, busca repetir o volume físico para consolidar uma classificação à Liga Europa.
Próximos compromissos
Liverpool: Aston Villa (F), Wolverhampton (C), Bournemouth (F)
Chelsea: West Ham (C), Manchester United (F), Crystal Palace (C)
No contexto de uma Premier League cada vez mais condicionada pelo ritmo de jogo, a distância percorrida deixou de ser mera curiosidade estatística: tornou-se termômetro da capacidade competitiva. Se quiser encerrar a temporada no G-4, o Liverpool precisará encontrar soluções rápidas para recuperar o fôlego de um modelo que depende, mais do que nunca, da intensidade coletiva.
Com informações de Trivela