Liverpool, 27 de julho de 2026 – Federico Chiesa inicia a pré-temporada determinado a mudar de status no Liverpool. Após somar 36 jogos, mas apenas cinco como titular em 2025/26, o atacante de 28 anos vê na chegada do técnico basco Andoni Iraola a chance de, finalmente, justificar sua contratação e ajudar os Reds a darem o salto de qualidade que faltou na última campanha.
O novo ponto de partida: por que Iraola pode ser o diferencial
Chiesa foi escalado como referência ofensiva no amistoso contra o Sunderland nos EUA e marcou um dos gols da vitória por 4 a 2, sinal claro de que o novo treinador pretende testá-lo com mais frequência. Iraola é adepto de um jogo de pressão alta e ataques rápidos pelos corredores, modelo que casa com as principais virtudes do italiano: condução em velocidade, finalização em transição e capacidade de pressionar a saída rival.
Raio-X de Chiesa no Liverpool
2025/26
- 36 partidas no total (apenas 5 como titular)
- 1 titularidade na Premier League
- Último jogo entre os 11 em fevereiro, pela Copa da Inglaterra
- Contrato até junho de 2028
Mesmo sem minutagem regular, o camisa 14 manteve números de contribuição direta (gols + assistências) superiores a 0,40 por 90 min – recorte que o coloca como opção valiosa para rotação, sobretudo em um Liverpool que sofreu com lesões de Alexander Isak e Hugo Ekitike.
Onde o italiano pode encaixar no sistema de Iraola
Iraola variou entre o 4-2-3-1 e o 4-3-3 no Bournemouth e tem testado o 4-2-2-2 nos treinos de pré-temporada dos Reds. Em todos eles, extremos agressivos que atacam a última linha e auxiliam na marcação por encaixes individuais são essenciais. Chiesa pode:
- Atuar aberto pela direita, seu corredor de origem, cortando para dentro para finalizar;
- Ser segundo atacante, função na qual explora rupturas nas costas dos zagueiros e troca de posição com o centroavante;
- Servir como falso 9 em partidas que peçam mobilidade constante na frente, algo que Iraola já utilizou com Solanke no passado.
Impacto coletivo: o que o Liverpool ganha
O Liverpool de 2025/26 terminou apenas na reta final dentro da zona da Champions e foi eliminado nas quartas pela força de transições do PSG. Com Chiesa mais presente, Iraola ganha profundidade e rota de escape para jogos truncados, reduzindo dependência de Isak. Além disso, o índice de xG gerado a partir de conduções – métrica em que Chiesa sempre figurou acima da média na Série A – tende a aumentar, vital para superar blocos baixos.
Imagem: David Rawcliffe
Olho nos próximos passos
O clube ainda não definiu o futuro do atacante a longo prazo, mas, internamente, planeja mantê-lo ao menos até janeiro para avaliar rendimento sob nova comissão. Os amistosos contra Inter Miami e Roma, seguidos do Community Shield, serão termômetro para medir se a promessa de mais minutos se confirma na prática. Caso corresponda, Chiesa pode não só ampliar seu protagonismo, mas também influenciar a política de contratações, poupando recursos que seriam investidos em outro ponta.
Conclusão prospectiva: a temporada 2026/27 começa com Federico Chiesa encarando uma “oportunidade dupla” — resgatar a carreira em Anfield e impulsionar o plano de reconstrução de Iraola. Se alcançar regularidade, o italiano pode transformar uma frustração recente em peça-chave para recolocar o Liverpool na disputa efetiva por títulos domésticos e por uma campanha mais longa na Champions League.
Com informações de Trivela