Dez vezes que Corinthians apostou em ex-jogadores do clube como técnico e como foi o trabalho de cada um

Anúncios

São Paulo, 12 de abril de 2026 – O Corinthians confirmou Fernando Diniz como novo técnico poucos dias antes do clássico deste domingo (12) contra o Palmeiras, na Neo Química Arena. A escolha segue uma tradição alvinegra: esta é a 11ª vez que o clube recorre a um ex-jogador para dirigir a equipe profissional.

Histórico de ex-atletas no banco corintiano

Desde 1989, dez ex-jogadores voltaram ao Parque São Jorge em funções técnicas. A lista inclui ídolos eternos, casos de sucesso pontual e passagens que terminaram em demissão precoce:

Anúncios
  • Palhinha (1989) – Eliminado na semifinal do Paulista, não resistiu às primeiras rodadas do Brasileirão.
  • Basílio (1985-1992, quatro passagens) – 116 jogos ao todo; caiu na Copa do Brasil de 1992 após goleada para o Internacional.
  • Eduardo Amorim (1995-96) – Campeão Paulista e da Copa do Brasil em 1995; saiu após eliminação na Libertadores de 1996.
  • Juninho Fonseca (2003-04) – Somou 17 partidas, com 5 vitórias e 9 derrotas.
  • Márcio Bittencourt (2005) – Manteve o time líder no 1º turno do Brasileiro, mas foi substituído antes do título.
  • Emerson Leão (2006-07) – 46 jogos sem título e conflitos públicos com Tevez e Carlos Alberto.
  • Adilson Batista (2010) – Sequência de cinco jogos sem vencer custou o cargo após somente 17 partidas.
  • Cristóvão Borges (2016) – Durou três meses; queda veio depois de derrota para o Palmeiras, já na Neo Química Arena.
  • Fábio Carille (2017-19) – Maior case recente: tricampeão paulista (2017-19) e campeão brasileiro em 2017.
  • Sylvinho (2021-22) – Entregou bons números defensivos, mas não resistiu à derrota para o Santos em fevereiro de 2022.

Raio-X do desempenho conjunto

Anúncios

Somando as passagens listadas, os ex-atletas comandaram o Corinthians em aproximadamente 350 partidas. O aproveitamento médio fica em torno de 50%, puxado para cima pelos títulos de Amorim e, sobretudo, Carille. Já as demissões mais rápidas – casos de Juninho Fonseca e Cristóvão Borges – revelam a pressão imediata por resultados.

Títulos conquistados pelos ex-jogadores-técnicos:

  • Campeonato Paulista: 1977 e 1979 (como jogador Palhinha); 1995 (Eduardo Amorim); 2017, 2018, 2019 (Carille).
  • Copa do Brasil: 1995 (Eduardo Amorim).
  • Campeonato Brasileiro: 2017 (Carille).

O que muda com Fernando Diniz

Diniz herda um elenco que sofreu 48 gols no Brasileirão 2025, quarta pior defesa entre os clubes que permaneceram na Série A. Seu modelo de posse agressiva e troca curta de passes pode reduzir a exposição defensiva ao manter a bola, mas exigirá rápido entendimento dos zagueiros para a saída “lavolpiana”.

Além do clássico diante do Palmeiras, o Corinthians encara o Independiente Santa Fe (15/04) pela Libertadores e visita o Vitória (18/04) pelo Brasileiro – sequência que pode definir o tom do início da “Era Diniz”.

Impacto futuro na temporada

Historicamente, ex-jogadores que obtiveram êxito no cargo entregaram troféus já no primeiro ano completo (Amorim em 1995, Carille em 2017). Se repetir o padrão vencedor, Diniz terá até agosto, janela de transferências, para ajustar o elenco antes das fases decisivas de Copa do Brasil e Libertadores. O desempenho nos próximos três jogos servirá como termômetro: classificação nos grupos continentais, estabilidade no Brasileiro e, principalmente, a resposta contra o rival Palmeiras indicarão se o clube acertou ao repetir a tradição.

Com informações de ESPN Brasil

Anúncios

Artigos relacionados

Anúncio spot_img

Artigos recentes