Buenos Aires, 14/06/2026 — A dois dias da estreia da Argentina na Copa do Mundo contra a Argélia, o ex-artilheiro e hoje técnico Hernán Crespo elegeu Julián Álvarez como seu centroavante favorito entre as opções de Lionel Scaloni. Em entrevista ao jornal AS, Crespo elogiou também Lautaro Martínez e Flaco López, mas destacou a fase do atacante do Atlético de Madrid como diferencial imediato para a Albiceleste.
Por que a fala de Crespo importa agora
A seleção chega ao Mundial como atual campeã (2022) e com o status de favorita reafirmado por Crespo. A escolha do ex-jogador lança luz sobre o principal posto ainda em aberto no onze inicial: a camisa 9. Sob Scaloni, o setor ofensivo alterna entre referência fixa e ataque móvel, decisão que impacta diretamente a ocupação de espaço de Lionel Messi — elemento central do modelo argentino.
Raio-X dos postulantes à vaga
Desempenho na temporada 2025/26
- Julián Álvarez (Atlético de Madrid) – 49 jogos, 20 gols, 7 assistências. Vice-artilheiro colchonero, contribui ainda com 1,9 ações de pressão bem-sucedidas por jogo na Liga.
- Lautaro Martínez (Internazionale) – 41 jogos, 22 gols, 5 assistências. Maior artilheiro da Inter pelo segundo ano seguido; média de 0,25 gols de cabeça por partida, demonstrando eficiência no ataque posicional.
- Flaco López (Palmeiras) – 28 jogos na temporada brasileira em andamento, 14 gols e 10 assistências. Lidera o Verdão em participações diretas em gol (0,86 por jogo) e apresenta 61% de sucesso em duelos aéreos.
Versatilidade tática: o que cada perfil agrega
• Associações curtas: Álvarez parte da referência, sai da área para triangular com meias e abre corredor para infiltrações de Messi.
• Desmarque agressivo: Lautaro ataca as costas da defesa, elevando a profundidade do ataque argentino e exigindo menos posse para finalizar.
• Presença física: Flaco oferece jogo aéreo e pivô, criando variação contra seleções que recuam bloco baixo nos 90 minutos.
Messi em sua sexta Copa: ajuste de rota no terço final
Crespo ressaltou o “controle de ritmo” e a busca por assistências do camisa 10. Com 13 gols em Mundiais, Messi precisa de mais 4 para superar o recorde histórico de Miroslav Klose (16). Um 9 que saiba alternar movimentos — recuar para tabelar ou fixar zagueiros — é peça-chave para liberar o capitão nas zonas de finalização.
Impacto imediato: Argélia e além
O rival africano tradicionalmente marca em bloco médio. Se Scaloni optar por Álvarez, ganha volume de jogo entrelinhas e pressão pós-perda; com Lautaro, busca estocadas rápidas nas costas da zaga; já Flaco amplia a rota de cruzamentos. A escolha definirá não só a estreia mas a rotação ofensiva para os dois compromissos restantes da fase de grupos.
Imagem: IMAGO
Próximos passos
Scaloni deverá testar formações no treino fechado deste domingo (15/06) antes de oficializar a escalação. A tendência apontada por Crespo fortalece Julián Álvarez, mas a profundidade do elenco permite ajustes de acordo com o adversário. Independentemente do titular, a Argentina inicia a Copa com múltiplas soluções ofensivas, um trunfo que pode ser decisivo na rota pelo bi consecutivo.
Com informações de Trivela