Dana White sobe o tom e responde Jon Jones: ‘Não tinha chance nenhuma de eu o colocar na Casa Branca’

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LAS VEGAS (EUA), 21 de março de 2026 – Em coletiva de imprensa neste sábado, o presidente do UFC, Dana White, subiu o tom ao responder críticas de Jon Jones e reiterou que o ex-campeão dos meio-pesados nunca esteve cotado para integrar o card do inédito “UFC na Casa Branca”, marcado para 14 de junho em Washington, D.C.

Por que o nome de Jon Jones ficou fora dos planos?

Segundo White, o processo de montagem do card foi definido internamente sem qualquer menção a Jones. O dirigente afirmou ter realizado duas coletivas anteriores explicando os critérios e reforçou que “não havia chance nenhuma” de incluir o norte-americano, independentemente do valor oferecido. A declaração vem após Jones alegar que abriu negociações com o Ultimate para atuar no evento e, diante da recusa, solicitar sua rescisão contratual.

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Jon Jones: legado gigante, futuro incerto

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Detentor de um currículo de 27 vitórias, 1 derrota (desqualificação) e 1 “No Contest”, Jon Jones soma 11 defesas de cinturão nos meio-pesados e uma conquista nos pesados (março de 2023, contra Ciryl Gane). Lesões e impasses contratuais, porém, limitaram sua frequência no octógono nos últimos anos. Caso a ruptura com o UFC se confirme, o mercado de lutas pode ver um dos maiores nomes da história livre para negociar com outras organizações, cenário raro e de alto impacto comercial.

O card na Casa Branca: estrutura e simbolismo

O UFC levará seis combates para o jardim sul da residência oficial do governo dos Estados Unidos, iniciativa sem precedentes na história do MMA. Além do apelo midiático, o evento carrega relevância esportiva, com duas disputas de cinturão:

  • Co-Luta Principal – Peso-Pesado (interino): Alex “Poatan” Pereira (9-2) estreia na categoria contra Ciryl Gane (12-2).
  • Luta Principal – Peso-Leve (unificação): Ilia Topuria (16-0) mede forças com Justin Gaethje (25-4).

Completam o card os brasileiros Mauricio Ruffy, que encara Michael Chandler, e Diego Lopes, escalado para enfrentar Steve Garcia.

Raio-X dos nomes em destaque

Alex Poatan: ex-campeão dos médios, 6 nocautes no UFC, 80% de aproveitamento em lutas de título.

Ciryl Gane: 77% de golpes significativos conectados, melhor defesa de quedas entre os pesados (83%).

Ilia Topuria: invicto, média de 4,3 quedas a cada 15 minutos, 75% de finalizações nas vitórias.

Justin Gaethje: maior número de bônus de performance na divisão (13), 20 nocautes na carreira.

Impacto projetado: como a decisão de White afeta o cenário dos pesados

Ao descartar Jon Jones, o UFC direciona os holofotes para Poatan x Gane como ponte para o título linear dos pesados, atualmente vago. Se Poatan vencer, o brasileiro pode se tornar campeão em duas categorias diferentes em apenas três anos de organização. Para Jones, o veto sinaliza caminho turbulento: sem lutar desde 2023 devido a lesão no peitoral, o atleta corre o risco de ficar fora da temporada 2026 caso não resolva o impasse contratual rapidamente.

Em síntese, a negativa pública de Dana White não apenas encerra especulações sobre Jon Jones na Casa Branca, mas redireciona a narrativa do evento para novas estrelas e abre questionamentos sobre o futuro de um dos maiores nomes do MMA. O desenrolar das negociações e os resultados do card de 14 de junho serão decisivos para definir quem comandará a divisão dos pesados e qual será o próximo passo na carreira de Jones.

Com informações de ESPN.com.br

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