Nottingham, 26 de maio de 2026 – Edu Gaspar, Diretor Global de Futebol contratado em julho de 2025, deve ser oficialmente desligado do Nottingham Forest nos próximos dias. O brasileiro foi afastado de suas funções ainda durante a temporada 2025/26 da Premier League após atritos com o proprietário Evangelos Marinakis e uma sucessão de quatro treinadores que deixou o clube distante das metas esportivas traçadas.
Da promessa de reformulação à perda de voz interna
Quando chegou ao City Ground, Edu Gaspar recebeu carta branca para modernizar o departamento de futebol dos clubes do grupo Marinakis. A expectativa incluía uma janela agressiva, alavancada pelo networking construído durante sua passagem pelo Arsenal. No entanto, apenas três contratações de impacto – Douglas Luiz, Igor Jesus e Oleksandr Zinchenko – materializaram-se, aquém do plano inicial.
O ponto de ruptura aconteceu já no fim da primeira janela: o então técnico Nuno Espírito Santo criticou publicamente o planejamento conduzido por Edu, foi demitido após apenas três rodadas e abriu uma crise de relacionamento que isolou o diretor brasileiro do dia a dia do clube.
Trocas no banco aumentaram a pressão
Depois de Nuno, passaram pelo comando Ange Postecoglou (um mês), Sean Dyche (quatro meses) e, por fim, Vítor Pereira. A instabilidade técnica repercutiu diretamente nos bastidores: segundo o The Guardian, a confiança de Marinakis em Edu diminuiu a cada nova troca, culminando no episódio em que o brasileiro foi impedido de participar da reunião que definiu a queda de Dyche.
Raio-X da gestão Edu Gaspar no Forest
- Duração no cargo: 10 meses (jul/25 – mai/26)
- Técnicos contratados/dispensados: 4 mudanças (Nuno, Postecoglou, Dyche, Vítor Pereira)
- Contratações de maior peso: Douglas Luiz (meia), Igor Jesus (atacante), Oleksandr Zinchenko (lateral)
- Desempenho coletivo: luta contra o rebaixamento, com vários períodos na zona de perigo
- Episódio simbólico: saída de Edu de Anfield antes do fim da vitória por 3 × 0 sobre o Liverpool, considerada “falta de respeito” pela direção
Impacto imediato para 2026/27
A iminente demissão de Edu Gaspar devolve todo o poder decisório a Evangelos Marinakis às vésperas da próxima janela de transferências. Sem um diretor global instalado, o Forest corre para:
Imagem: Andrew Yates
- Definir um novo organograma de futebol antes do mercado abrir;
- Garantir alinhamento com Vítor Pereira sobre perfis de reforço – principalmente para o sistema defensivo, um dos mais vazados da liga;
- Convencer jogadores-chave a permanecer, evitando nova reformulação drástica no elenco.
Perspectiva: a saída de Edu encerra um capítulo que começou com promessas de modernização e termina marcado por ruídos de comunicação. O próximo passo de Marinakis será crucial: a escolha de um sucessor com autonomia real ou a centralização das decisões no próprio dono pode definir se o Forest repetirá a turbulência de 2025/26 ou finalmente construirá um projeto estável em 2026/27.
Com informações de Trivela