Quem: Didier Deschamps, técnico da seleção francesa. O quê: classificou os amistosos contra Brasil (26/03) e Colômbia (30/03) como “não ideais”. Quando: declaração feita em 19 de março de 2026, após divulgar a convocação. Onde: coletiva de imprensa na França, sobre jogos que ocorrerão nos Estados Unidos. Por quê: curto período de preparação, viagem intercontinental e apenas duas sessões de treino completas antes de cada partida.
Por que Deschamps vê a agenda como “não ideal”
O treinador francês destacou duas limitações principais. A primeira é o intervalo de quatro dias entre as partidas, típico da Data Fifa de março, que reduz a possibilidade de ajustes táticos mais profundos. A segunda é a viagem aos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo 2026, que acrescenta fuso horário e deslocamento de quase 8 000 km para parte do elenco. Segundo Deschamps, “as sessões de treino serão extremamente reduzidas”, o que dificulta avaliar jogadores em fase final de recuperação, como Jules Koundé e Bradley Barcola.
Logística apertada e janela Fifa limitada
Esta é a última chance de observação antes da lista definitiva para a Copa, marcada para maio. Diferentemente das Eliminatórias Europeias, onde a França se classificou com antecedência, o calendário de março oferece apenas sete dias de convívio para 26 atletas. Em média, cada seleção costuma realizar três sessões táticas completas numa Data Fifa curta; em solo norte-americano, a comissão francesa terá, no máximo, duas.
Raio-X dos adversários: Brasil e Colômbia
Brasil: mesmo em reestruturação, a Seleção é apontada por Deschamps como “candidata ao título mundial”. O time treinado por Carlo Ancelotti chega sem alguns lesionados, mas mantém peças decisivas: Endrick, Vinícius Júnior e Rodrygo somam 63 gols de clube na temporada europeia 2025/26 até março.
Colômbia: invicta de 2022 a 2024, vice-campeã da Copa América 2024 e terceira nas Eliminatórias Sul-Americanas, a seleção cafetera venceu a Argentina uma vez no ciclo e apresenta média de 1,8 gol marcado por jogo desde 2023. O duelo será o primeiro entre franceses e colombianos desde 2018 (vitória da Colômbia por 3-2).
Convocação da França em números
• Idade média: 24,9 anos
• Experiência: 11 dos 26 jogadores já disputaram pelo menos uma final de Copa ou Euro.
• Liga com mais convocados: Premier League (7 atletas).
• Ataque: Kylian Mbappé (Real Madrid) soma 41 participações diretas em gols na temporada; Ousmane Dembélé (PSG) é o atual Bola de Ouro.
Imagem: Anthy Bibard
Lista completa: Lucas Chevalier, Mike Maignan, Brice Samba; Lucas Digne, Malo Gusto, Lucas Hernandez, Théo Hernandez, Pierre Kalulu, Ibrahima Konaté, Willian Saliba, Dayot Upamecano; Eduardo Camavinga, N’Golo Kanté, Manu Koné, Adrien Rabiot, Aurelien Tchouaméni, Warren Zaïre-Emery; Maghnes Akliouche, Rayan Cherki, Ousmane Dembélé, Desiré Doué, Hugo Ekitiké, Randal Kolo Muani, Kylian Mbappé, Michael Olise, Marcus Thuram.
O que está em jogo para os Bleus antes da Copa
Deschamps busca respostas sobre três pontos-chave: (1) a dupla de zaga ideal, já que Konaté, Saliba e Upamecano alternaram bons e maus momentos nas Eliminatórias; (2) quem assume o papel de meia criativo à frente de Tchouaméni — Zaïre-Emery e Rabiot disputam a vaga; (3) a função de Mbappé, se partindo da esquerda ou centralizado, diante de adversários sul-americanos que costumam pressionar alto.
Impacto futuro: um desempenho consistente nos EUA poderá consolidar a França como favorita absoluta, diminuindo dúvidas sobre entrosamento e físico do elenco. Em caso de atuações irregulares, Deschamps terá menos de 60 dias para ajustes antes da estreia no Grupo I contra Senegal, em 12 de junho, na Filadélfia.
Com informações de Trivela