Convocados da Seleção vão mal em derrota do Flamengo para o Palmeiras

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Rio de Janeiro, 23/05/2026 – Três dos sete jogadores que atuam no futebol brasileiro e foram chamados por Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo estiveram em campo na derrota do Flamengo por 3 × 0 para o Palmeiras, no Maracanã, pela 17ª rodada do Brasileirão. No mesmo horário, outro integrante da lista, o goleiro Weverton, ajudou o Grêmio a bater o Santos por 3 × 2 em Porto Alegre. O rendimento dispar da turma rubro-negra e do arqueiro gremista joga luz sobre o nível de prontidão dos atletas locais a menos de um mês do embarque para a competição.

Por que o desempenho acende um sinal de alerta na Seleção

Desde 2002 a Seleção não convocava tantos atletas que atuam no país para um Mundial. A ideia de Ancelotti é equilibrar ritmo de jogo, entrosamento e ambiente. No entanto, a atuação rubro-negra de hoje evidencia que o plano ainda carece de ajustes táticos e físicos:

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  • Inferioridade numérica: a expulsão de Jorge Carrascal aos 32’ desestruturou o Fla, mas a queda de produção de Paquetá, Alex Sandro e Léo Pereira foi mais brusca do que o cenário pedia.
  • Pressão alta do Palmeiras: o time de Abel Ferreira forçou erros de saída de bola – justamente o ponto em que Léo Pereira se destaca – e transformou perdas de posse em três gols.
  • Necessidade de polivalência: na Copa, jogos apertados exigem adaptação rápida a desvantagens numéricas, algo que o trio não conseguiu entregar hoje.

Raio-X dos convocados em campo

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Alex Sandro (Flamengo) – 90’
• 5 desarmes certos, 2 passes decisivos antes da expulsão de Carrascal
• 0/3 cruzamentos completos depois que o time ficou com dez
• Disputa vaga na Seleção com Douglas Santos

Léo Pereira (Flamengo) – 90’
• 10 perdas de posse, 3 cortes, 0/5 duelos vencidos contra Flaco López
• Erros na saída ocasionaram o primeiro gol palmeirense
• Reserva imediato de Gabriel Magalhães na Copa

Lucas Paquetá (Flamengo) – 90’
• 1 grande chance desperdiçada frente a Carlos Miguel
• 23 passes no terço final antes da expulsão, apenas 8 depois
• Deslocado para funções mais defensivas com um a menos

Weverton (Grêmio) – 90’
• 2 defesas decisivas (Rony e Escobar)
• 0 erros em 28 passes curtos, 60 % de acerto nos lançamentos longos
• Superou Bento, Hugo Souza e John na disputa pela terceira vaga de goleiro

Impacto imediato na tabela do Brasileirão

• O Flamengo permanece com 29 pontos e vê o Palmeiras encostar na vice-liderança.
• O Grêmio chega a 22 pontos, afasta-se do Z-4 e empurra o Santos para a zona de rebaixamento.

O que pode mudar para Flamengo, Grêmio e Seleção

Flamengo: a sequência terá Corinthians (fora) e Atlético-GO (casa). A comissão técnica já projeta rodar o elenco para preservar convocados e recuperar consistência defensiva: o time sofreu 7 gols nos últimos 3 jogos, média 2,3 – índice elevado para quem brigará por título.

Grêmio: Renato portaluppi indicou que Weverton seguirá titular até a parada da Data Fifa de junho. O entrosamento com a zaga formada por Gustavo Martins e Walter Kannemann será crucial para blindar o time em confrontos contra Fluminense e Inter.

Seleção Brasileira: Ancelotti, que assistiu às partidas pelas transmissões internas da CBF, terá apenas dois períodos de treino completos antes da estreia na Copa. A leitura tática de hoje reforça a necessidade de:

  • Testar Alex Sandro em linha de três zagueiros, função que o livra de amplitude ofensiva excessiva;
  • Oferecer a Léo Pereira treinos específicos de saída sob pressão;
  • Dar a Paquetá parceiros de meio capazes de manter posse com dez homens, simulando cenários de adversidade.

Conclusão prospectiva: A derrota do Flamengo e o contraste com o bom jogo de Weverton mostram que rendimento de convocados no Brasileirão pode balizar ajustes finos de Ancelotti. O desempenho nas próximas rodadas será monitorado em tempo real pela comissão técnica e tende a influenciar minutagem, posicionamento e até hierarquia interna quando a Seleção se reunir em Teresópolis. O recorte sombrio desta noite, porém, ainda é considerado pontual – e a performance nas semanas que antecedem a Copa determinará se o alarde se transforma em revisão tática ou simples lição aprendida.

Com informações de Trivela

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