Rio de Janeiro, 19/05/2026 – Em entrevista ao programa “Fala a Fonte”, da ESPN, o ex-camisa 10 Zico afirmou que Endrick, de 19 anos, pode ser o atacante mais decisivo da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, superando até mesmo Neymar. O Galinho destacou a confiança do técnico Carlo Ancelotti no jovem do Real Madrid e citou a ausência de Éder Militão como principal preocupação defensiva do elenco.
Por que Endrick ganhou o selo de “decisivo” de Zico
Zico sustentou seu argumento em quatro pontos principais: capacidade de finalização, intensidade sem bola, personalidade em jogos grandes e histórico de maturação precoce. Para o ídolo do Flamengo, esses atributos podem “abrir espaço” para que outros atacantes se beneficiem, já que as defesas tendem a concentrar marcação no veterano Neymar.
Como Ancelotti vem integrando a nova geração
Segundo Zico, a lista do italiano priorizou atletas já trabalhados por ele em clubes europeus, mas Endrick foge à regra por ainda estar em transição plena para o Real Madrid. O fato de o jovem ter sido observado por Ancelotti ainda no CT de Valdebebas, em 2024, pesa a favor da aposta do treinador. Com isso, o Brasil deverá mesclar: casca internacional (Alisson, Casemiro, Marquinhos) e a energia de estreantes como Endrick, Ângelo e João Gomes.
Raio-X estatístico
- Endrick no Palmeiras (2022-2023): 66 jogos, 16 gols, 3 assistências, média de 0,24 gol/jogo.
- Endrick na Seleção principal: 5 jogos, 2 gols (amistosos contra Inglaterra e Espanha em 2024).
- Neymar na Seleção: 79 gols em 130 partidas; maior artilheiro da história da Amarelinha.
- Setor defensivo sem Militão: últimos 10 jogos, Brasil sofreu 8 gols; média de 0,8/jogo – acima dos 0,55 com Militão em campo (dados da DataFIFA 2023-2024).
Impacto tático imediato
Na prática, a presença simultânea de Neymar (partindo da esquerda) e Endrick (pivô móvel) abre duas alternativas ao 4-3-3 de Ancelotti:
- Troca de posições constante: Neymar flutua para o centro, Endrick ataca a última linha, explorando velocidade no facão.
- Pressão alta com gatilho no jovem: Endrick inicia a perseguição ao zagueiro, liberando Neymar para receber já em campo ofensivo, como conector.
A estratégia pode minimizar os duelos físicos de Neymar e, ao mesmo tempo, acelerar a adaptação do ex-palmeirense ao nível de Copa.
Imagem: SUSA
O que muda para o Brasil na rota do hexa
A confiança pública de um ícone como Zico tende a aumentar o foco midiático sobre Endrick nos amistosos de junho. Caso confirme o bom momento, o atacante deve iniciar o Mundial como titular, deslocando Rodrygo para a ponta direita e consolidando um trio veloz. O ponto de atenção segue sendo a zaga: sem Militão, Ancelotti testa a dupla Marquinhos e Beraldo, com Gabriel Magalhães na rotação.
Conclusão prospectiva: Se Endrick mantiver o índice de conversão próximo aos 25% registrado no Palmeiras e nas apresentações iniciais pela Seleção, o Brasil ganhará profundidade rara em Copas recentes. A definição sobre a condição física de Neymar, prevista para a última avaliação médica da CBF em 10 de junho, será o termômetro final para confirmar se o garoto terá, de fato, liberdade para assumir o protagonismo ofensivo defendido por Zico.
Com informações de Trivela