Liverpool, 4 de maio de 2026 – O Manchester City desperdiçou vantagem de 1 a 0 e cedeu um empate por 3 a 3 ao Everton, no Hill Dickinson Stadium, resultado que deixa o Arsenal dependendo apenas de si para conquistar a Premier League a três rodadas do fim.
O roteiro: controle, pane e reação em 90 minutos frenéticos
• 42’/1ºT – 0 x 1: Jeremy Doku quebrou o bloqueio baixo dos Toffees com belo chute de canhota no ângulo de Pickford.
• 23’/2ºT – 1 x 1: Marc Guéhi falhou no recuo, entregou a bola a Barry e o francês igualou.
• 28’/2ºT – 2 x 1: O’Brien subiu livre na primeira trave após escanteio de Ndiaye e virou o placar.
• 33’/2ºT – 3 x 1: Dewsbury-Hall finalizou cruzado, Barry desviou e ampliou.
• 37’/2ºT – 3 x 2: Haaland recebeu de Kovacic e encobriu Pickford com toque sutil.
• 45’+2 – 3 x 3: Doku, novamente de fora da área, salvou um ponto para os Citizens.
Por que o City colapsou?
1. Desconexão defensiva: o erro individual de Guéhi inaugurou um bloco de 10 minutos em que o City permitiu três finalizações claras e dois gols em bola parada ou segunda bola, situação pouco comum nos times de Guardiola.
2. Ajuste de ímpeto do Everton: empurrado pelo torcedor, o time de Sean Dyche subiu linhas, lotou a área em cruzamentos e explorou duelos aéreos, justamente onde o City tem menor estatura média no elenco titular (1,80 m).
3. Reação tardia: a entrada de Kovacic trouxe circulação mais rápida, mas o dano já estava feito. Ainda assim, o empate evidenciou a capacidade competitiva do elenco.
Raio-X da tabela após 34 rodadas
Arsenal – 76 pts (35J) | saldo +41
Manchester City – 71 pts (34J) | saldo +38
A vantagem virtual do Arsenal agora é de 5 pontos. Mesmo com um jogo a menos, o City precisará vencer as quatro partidas restantes e torcer por ao menos um tropeço do rival.
Próximos compromissos decisivos
Arsenal: West Ham (F), Burnley (C), Crystal Palace (F)
Manchester City: Brentford (C), Crystal Palace (C), Bournemouth (F), Aston Villa (C)
O detalhe tático: três dos quatro adversários do City atuam, em média, com bloco médio/baixo e contra-ataque rápido – perfil semelhante ao Everton. A tendência é de Guardiola reforçar a vigilância em transições e bolas aéreas.
Imagem: Andrew Yates
O que está em jogo
• Título: qualquer novo deslize do City pode entregar matematicamente a taça ao Arsenal antes da rodada final.
• Confiança: a defesa, que vinha entre as menos vazadas da liga, sofreu três gols pela primeira vez desde dezembro.
• Gestão de elenco: Nico O’Reilly e Doku ganharam pontos; Guéhi e Donnarumma devem passar por revisão de rotinas de saída de bola no CT.
Conclusão prospectiva: O empate em Liverpool é mais do que dois pontos perdidos – é um alerta sobre a margem de erro zero que resta ao Manchester City. Ajustar concentração defensiva e resposta emocional nos minutos pós-gol torna-se prioridade absoluta. Os próximos 15 dias definirão se o tropeço foi apenas um susto ou o ponto de inflexão que selará o destino da Premier League 2025/26.
Com informações de Trivela