Quem: Everton 3 x 0 Chelsea, com dois gols de Beto e um de Iliman Ndiaye, sob o comando de Sean Dyche e Liam Rosenior, respectivamente.
O quê: Derrota londrina por três gols de diferença que intensifica a insatisfação interna e externa com o trabalho de Rosenior.
Quando e onde: Sábado, 21 de março de 2026, Goodison Park, 31ª rodada da Premier League.
Por quê é relevante: O revés mantém os Blues fora da zona de Liga dos Campeões, amplia a sequência negativa pós-eliminação na Champions League e alimenta protestos da torcida, incluindo a hashtag #BlueCoOut.
Por dentro do resultado: posse não vira ponto
O Chelsea ficou com 64% da posse de bola e produziu 12 finalizações (1,11 xG), mas raramente penetrou o bloco médio-alto do Everton. A equipe de Sean Dyche apostou na verticalidade: apenas 36% de posse, porém mais agressiva nos primeiros 15 minutos, fase em que iniciou a construção da vitória com ações diretas pelo corredor direito.
Como o Everton desequilibrou
Beto voltou a ser referência física no 4-4-2 inglês, aplicando pivôs curtos para arrastar Benoît Badiashile e abrir espaço aos extremos. Aos 33’, recebeu entre as linhas, girou e finalizou no contrapé de Sánchez. O segundo gol, já aos 62’, repetiu a lógica: transição rápida, cruzamento rasteiro de Dwight McNeil e definição de primeira.
Com o Chelsea obrigado a adiantar a última linha, Iliman Ndiaye aproveitou brecha entre lateral e zagueiro para cortar para dentro e acertar o ângulo aos 76’. A sequência consolidou o clean sheet de Jordan Pickford – o quarto em seis partidas do Everton em casa.
Imagem: IMAGO
Raio-X da crise blue
- Sequência recente: 3 derrotas nas últimas 5 rodadas da Premier League.
- Eliminação europeia: 8 a 2 no agregado para o Paris Saint-Germain nas oitavas da Champions League.
- Classificação após 31 jogos: 6.º lugar, dois pontos à frente do próprio Everton e três do Brentford, que tem um jogo a menos. O G-4 pode ficar até quatro pontos distante caso o Tottenham vença na rodada.
- Dependência ofensiva: Somente 1,37 gol marcado por jogo desde janeiro, contra 1,71 na primeira metade da temporada.
Questões extracampo e desgaste no vestiário
O ambiente em Cobham ganhou atenção após vazamentos de informações internas e declarações evasivas de Enzo Fernández sobre continuidade no clube. A pressão agora não recai apenas sobre Rosenior; parte da torcida direciona críticas ao grupo de investimento BlueCo, proprietário do Chelsea e do Strasbourg, onde vários jovens blues são emprestados.
Impacto para o restante da temporada
Com nove rodadas restantes, o Chelsea terá de responder rapidamente para manter chances de Champions League. A próxima oportunidade acontece em 4 de abril, contra o Port Vale, pela FA Cup, competição que pode garantir vaga continental via título. Na liga, o time reencontra o Brentford em jogo atrasado que será fundamental para reverter o momento.
Do lado do Everton, a vitória não apenas aproxima os Toffees da zona de competições europeias, como reforça a solidez do 4-4-2 de Dyche antes do confronto direto com o Brentford em 11 de abril.
No cenário atual, cada partida assume caráter decisivo para Rosenior: resultados positivos podem recuperar a confiança do elenco e da diretoria, enquanto novo tropeço pode acelerar mudanças técnicas antes mesmo do fim do calendário 2025/26.
Com informações de Trivela