Fábio Luciano dá conselho a Vini Jr., cita Neymar e diz por que astro do Real não pode usar a 10 na seleção: ‘Fiquei bravo para caramba’

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Orlando (EUA), 31/03/2026 – Durante o programa “Resenha da Rodada” desta segunda-feira (30), o ex-zagueiro Fábio Luciano aconselhou Vinicius Jr. a evitar a lendária camisa 10 da seleção brasileira. A recomendação surgiu após o amistoso contra a França, disputado na quinta-feira (26), quando o atacante do Real Madrid atuou com o número usado historicamente por craques como Pelé, Zico, Rivaldo e, mais recentemente, Neymar.

Por que a 10 pesa mais sem Neymar

Segundo Fábio Luciano, a ausência de Neymar – que se recupera de lesão – transfere de forma automática a expectativa de protagonismo para Vinicius Jr. O ex-zagueiro entende que:

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  • O Brasil carece de um organizador cerebral, algo que Vini Jr. não se propõe a ser.
  • Com o número 10, ele passa a ser comparado diretamente a Neymar, alterando a percepção externa sobre suas funções em campo.
  • A sobrecarga emocional pode afetar o rendimento de um atleta que baseia seu jogo em explosão, drible e agressividade pelos lados.

A questão tática: espaços versus encaixe coletivo

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Fábio Luciano também destacou um ponto estruturante: a forma de ataque da seleção não replica o modelo do Real Madrid. No clube espanhol, Vinicius Jr. costuma receber passes mais verticais, em transições rápidas que criam situações de um contra um. Já na seleção:

  • O ciclo de posse é mais longo, permitindo recomposição defensiva do adversário.
  • Quando a bola chega ao lado esquerdo, habitualmente há marcação dupla ou tripla.
  • A amplitude sem um ponta destro fixo encurta o campo e diminui o espaço de aceleração para Vini.

Em resumo, a camisa 10 não altera apenas o símbolo no uniforme; ela muda o papel dentro do sistema, exigindo construção por dentro, algo que não explora o melhor do atacante.

Raio-X: desempenho de Vinicius Jr.

Na Seleção (2019-2026)

  • Jogos: 46
  • Gols: 8
  • Assistências: 7
  • Média de participação direta em gols: 0,33 por partida

No Real Madrid (desde 2018)

  • Mais de 250 jogos oficiais
  • Superior a 60 gols e 60 assistências somados em todas as competições
  • Títulos expressivos: 2× UEFA Champions League, 2× LaLiga, entre outros

Impacto imediato: amistoso contra a Croácia

A tendência, segundo a comissão técnica, é que Vinicius Jr. volte a vestir a 10 no duelo desta terça-feira (1º), em Orlando. Caso a numeração se confirme, o Brasil testará:

  • Uma formação sem meia clássico, com Endrick ou Rodrygo alternando entre falso 9 e criação.
  • Vini Jr. partindo da esquerda, mas com liberdade para flutuar por dentro – um ajuste que pode ajudar a diluir a marcação.
  • Possível entrada de um lateral mais ofensivo (Yan Couto ou Danilo) para ampliar o corredor oposto e abrir espaço.

O que esperar para as Eliminatórias e Copa América

Se a experimentação com a 10 não resultar em desempenho superior, cresce a possibilidade de Vinicius Jr. retomar a camisa 7 – número com o qual se consagrou em Madrid – nas próximas convocações. O cenário é estratégico porque:

  • As Eliminatórias voltam em setembro, e o Brasil precisa recuperar terreno após início irregular.
  • A definição de funções claras potencializa o trio ofensivo pensado para a Copa América 2027.
  • Uma hierarquia de responsabilidade menor pode liberar Vini para repetir os índices de desequilíbrio observados na Liga dos Campeões (média de 4,3 dribles certos por jogo na edição 2023-24).

Em síntese, o debate sobre a camisa 10 vai além da numerologia: ele define expectativas, ajusta responsabilidades coletivas e pode ditar a eficiência do principal atleta brasileiro em atividade na elite europeia. Como a comissão técnica administrará essa equação será crucial para os próximos capítulos da seleção.

Com informações de ESPN Brasil

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