Fifa decide aumentar premiação da Copa após reclamação de federações

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Vancouver (CAN), 26/04/2026 – A FIFA confirmou que irá aumentar a premiação e as taxas de participação para a Copa do Mundo de 2026, decisão que deve ser sacramentada na reunião do Conselho da entidade, marcada para esta semana em Vancouver. A medida responde às preocupações de diversas federações – principalmente europeias – de que os elevados custos operacionais, logísticos e tributários nos Estados Unidos poderiam gerar prejuízo financeiro mesmo para equipes que avancem às fases finais.

Por que a FIFA abriu o cofre?

O torneio de 2026 será o primeiro com 48 seleções e terá jogos em EUA, Canadá e México. Só nos EUA, as alíquotas de imposto variam de 0% (Flórida) a 13,3% (Califórnia), criando um cenário de incerteza financeira para as associações nacionais. Embora a FIFA possua isenção fiscal, não houve acordo para estender o benefício às equipes, o que elevou a pressão por compensações.

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Segundo o Guardian, federações como a FA inglesa lideraram o pedido de revisão. A preocupação é que o gasto com passagens intercontinentais, hospedagem em múltiplas sedes, staff técnico ampliado e tecnologia de performance ultrapasse a renda mínima de US$ 10,5 milhões atualmente garantida a cada selecionado.

Raio-X financeiro da Copa 2026

Receita projetada (2023-26): US$ 13 bilhões

Arrecadação esperada apenas com o torneio: US$ 9 bilhões

Premiação anunciada anteriormente: US$ 727 milhões

Mínimo por seleção classificada: US$ 10,5 milhões

Prêmio ao campeão: US$ 50 milhões

O cálculo escalonado da FIFA hoje garante bônus adicionais de US$ 2 milhões (32-avos), +US$ 4 milhões (oitavas), +US$ 8 milhões (quartas) e prêmios progressivamente maiores a partir da semifinal. O novo pacote – cujos valores finais serão publicados após a votação – ampliará tanto o piso como o teto dessa estrutura e elevará as verbas de desenvolvimento distribuídas às 211 associações.

Impacto prático para as seleções e para o espetáculo

Com orçamento mais robusto, federações de menor poder econômico devem investir em:

  • Centros de treinamento itinerantes nos EUA, reduzindo deslocamentos longos;
  • Estruturas de análise de desempenho e saúde esportiva de padrão semelhante ao das grandes europeias;
  • Captação de amistosos preparatórios de alto nível, favorecendo o equilíbrio técnico do Mundial.

Para as seleções tradicionais, o aumento de receita compensa a carga tributária e libera parte do budget para inovações táticas, como staff dedicado a dados em tempo real e tecnologia de recuperação muscular, fatores decisivos em um torneio com até oito partidas.

O que esperar a partir de agora

Após a aprovação formal em Vancouver, a FIFA divulgará a nova tabela de prêmios, possivelmente antes do sorteio dos grupos, permitindo que cada confederação ajuste seu planejamento financeiro. Também se aguarda posição da UEFA sobre futuras negociações conjuntas de isenção tributária em grandes sedes.

Neste cenário, a Copa do Mundo de 2026 tende a ser não apenas a de maior faturamento da história, mas também a de maior investimento coletivo em performance. Resta saber se o incremento financeiro refletirá em equilíbrio técnico e qualidade de jogo nos gramados norte-americanos.

Com informações de Trivela

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