‘Nossas ideias combinaram’: Filipe Luís revela como vai fazer Monaco se superar na França

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Monaco (08/07/2026) — Em sua primeira coletiva como técnico do AS Monaco, o brasileiro Filipe Luís explicou por que aceitou o projeto até junho de 2028, quais ideias pretende implementar já na temporada 2026/27 e como pretende recolocar o clube do Principado na rota da Champions League, perdida após campanha irregular em 2025/26.

Por que o Monaco e não o Leverkusen?

Questionado sobre o interesse do Bayer Leverkusen, Filipe Luís, 40 anos, sublinhou dois motivos principais para escolher a Ligue 1: 1) sinergia tática com a cultura histórica do Monaco, de jogo propositivo; 2) a confiança transmitida pelo diretor de futebol Thiago Scuro, também brasileiro, que conduz a atual reformulação financeira.

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Modelo de jogo: posse, amplitude e pressão alta

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O ex-lateral detalhou um conceito baseado em posse acima de 60%, construção curta desde a defesa e ocupação simultânea de corredor central e flancos. A referência é o Monaco vice-campeão francês em 2016/17, que produziu 107 gols somando todas as competições. “Quero que o portador da bola tenha sempre duas linhas de passe”, resumiu o treinador, sinalizando pressão pós-perda agressiva para recuperar a bola em até cinco segundos.

Raio-X do Monaco pós-2025/26

— Última temporada (2025/26): segunda pior pontuação desde o retorno à elite em 2013, fora da zona de Champions e classificado apenas para os play-offs da Conference League.
— Receitas em queda: venda iminente de Maghnes Akliouche ao Paris Saint-Germain para equilibrar orçamento.
— Histórico recente: vice-campeão em 2023/24 com 65 pontos e 65 gols marcados (3.º melhor ataque da Ligue 1 na época).
— Menor pontuação na era moderna: 36 pontos em 2018/19, quando escapou do rebaixamento na penúltima rodada.

Pontos críticos do elenco: Pogba, meio-campo e liderança

Paul Pogba, reintegrado após suspensão de doping, não rendeu o esperado em 2025/26. A permanência do campeão mundial dependerá de desempenho físico na pré-temporada. Já o setor criativo perde Akliouche e precisará de reposição com jogadores formados em La Diagonale ou contratações de baixo custo — cenário em que nomes da Ligue 2 ganham relevância.

Impacto da filosofia “compete para vencer”

Filipe Luís enfatizou a importância de mentalidade competitiva acima de esquemas. A frase-guia ao elenco: “Você pode ter muitas táticas, mas sem competitividade não vence”. O discurso vem para romper o histórico de instabilidade que derrubou Adi Hütter (2025) e Sébastien Pocognoli (2026).

Calendário: contagem regressiva até Le Havre

A estreia na Ligue 1 2026/27 acontece em 23 de agosto, fora de casa, contra o Le Havre. Antes, o Monaco fará três amistosos fechados em Marbella (Espanha) e dois testes públicos no Louis II. A meta é chegar à 3.ª rodada já com 70% do modelo de jogo internalizado, segundo membros da comissão técnica.

O que vem a seguir

A curto prazo, o sucesso do projeto de Filipe Luís dependerá da capacidade de o Monaco repor Akliouche, recuperar Pogba e sustentar a proposta ofensiva sem comprometer a solidez defensiva. Se conseguir pontuar acima de 2,0 por jogo até o fim do primeiro turno, o clube volta a sonhar com Champions já em 2027; caso contrário, o foco será consolidar a identidade para colher resultados em 2028, último ano de contrato do treinador.

Com informações de Trivela

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