Boto rebate críticas do Palmeiras após Fla-Flu mudar de data e dispara: ‘Chorões profissionais’

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Rio de Janeiro, 12 abr. 2026 — A transferência do clássico Fluminense x Flamengo do sábado para o domingo, válida pela 11ª rodada do Brasileirão, desencadeou uma forte troca de acusações. Antes da partida no Maracanã, o diretor rubro-negro José Boto reagiu à nota oficial do Palmeiras — que criticara a CBF pela decisão — e disparou: “há clubes que são chorões profissionais”. O adiamento atendeu a um pedido do Flamengo, respaldado também pelo Fluminense, após problemas de logística na volta da Colômbia pela CONMEBOL Libertadores.

Por que o clássico mudou de data?

O Flamengo enfrentou dificuldades no retorno a solo brasileiro depois do compromisso continental em Ibagué. O atraso no voo comprometeria a recuperação física do elenco para um jogo menos de 48 horas depois. Diante disso, o clube solicitou à CBF o deslocamento do Fla-Flu de sábado para domingo. A entidade consultou Polícia Militar, detentora dos direitos de transmissão e o próprio Fluminense, que deu aval. A alteração foi oficializada na quinta-feira (9).

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O ponto de atrito com o Palmeiras

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Na sexta-feira (10), o Palmeiras publicou nota lembrando que em situações logísticas semelhantes não recebeu tratamento recíproco da CBF. O clube paulista considerou a decisão “desigual” e cobrou padronização de critérios. Boto respondeu sem citar o Verdão nominalmente: “há clubes que choram por tudo… já estamos acostumados”.

Declaração de Mattheus Montenegro e o posicionamento tricolor

Presidente do Fluminense, Mattheus Montenegro reforçou que o Tricolor não vê vantagem esportiva em ganhar 24 horas extras de descanso: “o resultado que poderíamos ter no sábado, podemos ter no domingo”. Ele reconheceu falha na comunicação com a torcida, mas defendeu a razoabilidade do pedido rubro-negro, recordando que o próprio Flu quase precisou de adiamento recente após jogo em Belém contra o Remo.

Raio-X da questão física e de calendário

1) Sequência de jogos

  • Flamengo — 4 partidas em 11 dias (Brasileirão, Libertadores e novamente Brasileirão).
  • Fluminense — 4 partidas em 12 dias (Brasileirão, Sul-Americana e Brasileirão).

2) Exigência de viagem

  • Flamengo percorreu cerca de 4.200 km no trajeto Bogotá–Rio de Janeiro, com escala técnica e atraso superior a 6h.
  • Fluminense voltou de Assunção, trajeto aproximado de 2.300 km, também dentro da última semana.

3) Regras da CBF

O Regulamento Geral de Competições permite alteração de data quando há “comum acordo entre as partes e anuência de autoridades de segurança e televisão”, além de condição de segurança dos atletas.

Impacto técnico no Fla-Flu e na tabela do Brasileirão

O dia extra de recuperação tende a beneficiar ambas as equipes, que vinham de longas viagens e treinam em períodos curtos de preparação. Para o Flamengo, isso significa maior probabilidade de contar com força máxima antes de receber o Independiente Medellín pela Libertadores em 16/04. Já o Fluminense reduz o risco de desgaste acumulado que poderia afetar o clássico e o compromisso continental da Sul-Americana.

Na classificação, o encontro vale permanência no bloco de cima: Flamengo iniciou a rodada no top-4; Fluminense, na zona de classificação à próxima Libertadores. Três pontos podem significar, a depender de combinação de resultados, liderança provisória para os rubro-negros ou aproximação do G-4 para o Tricolor.

O que esperar nos próximos capítulos

A repercussão da mudança reacende o debate sobre padronização de critérios de adiamentos na CBF — tema que deve voltar à mesa quando a futura Liga do futebol brasileiro buscar autonomia de calendário. Internamente, Flamengo e Fluminense ganham um respiro físico imediato, enquanto Palmeiras e demais clubes devem pressionar por maior transparência em solicitações semelhantes.

O desfecho do Fla-Flu dará a primeira resposta em campo: se a performance for superior ao esperado para um jogo em maratona, o argumento em prol da saúde dos atletas ganha força. Caso contrário, a narrativa de “privilégio” pode se intensificar, aquecendo as discussões sobre igualdade de tratamento no Brasileirão.

Com informações de ESPN Brasil

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