Fernando Villalobos analisa o Cruz Azul, próximo rival do Flamengo na Intercontinental

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Rio de Janeiro, 6 de dezembro de 2024 – O Flamengo encara o Cruz Azul na semifinal da Copa Intercontinental na próxima quarta-feira, 10 de dezembro, às 14h (de Brasília), em local neutro definido pela organização do torneio. A equipe mexicana garantiu presença ao conquistar a última edição da Liga dos Campeões da Concacaf (ConcaChampions) e chega ao duelo com um modelo de jogo pautado na posse de bola, mas também com a carência de um “camisa 9” consolidado.

Por dentro do modelo de jogo celeste

De acordo com a análise do jornalista Fernando Villalobos, do Diario Récord, o Cruz Azul alterna entre duas estruturas:

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  • 5-4-1 para proteger a área, formando linha de cinco zagueiros em fase defensiva;
  • 3-4-2-1 em construção, liberando alas para ocupar a amplitude e gerar superioridade numérica pelos corredores.

Essa flexibilidade mantém a posse como principal arma: o time busca atração curta, triangulações e paciência para progredir. Entretanto, a ausência de um finalizador dominante tem limitado o poder de fogo.

Raio-X do Cruz Azul

  • Técnico: Martín Anselmi;
  • Esquema base: 3-4-2-1/5-4-1;
  • Líderes técnicos: Uriel Antuna (ponta), Ignacio Rivero (volante) e Willer Ditta (zagueiro);
  • Ponto crítico: Gabriel Fernández e Ángel Sepúlveda se revezam na função de centroavante, mas nenhum deles se firmou como solução regular de gols;
  • Classificação: campeão vigente da ConcaChampions, disputa simultaneamente a fase final do Campeonato Mexicano.

Calendário apertado e desgaste físico

O Cruz Azul empatou em 1 x 1 com o Tigres em 3/12 e volta a enfrentar o mesmo adversário em 7/12 pelo mata-mata da Liga MX. Esse intervalo curto reduz a margem de recuperação física e pode obrigar Anselmi a rotações na escalação – um dilema quando o time depende de sincronia para manter o jogo associativo.

Onde o Flamengo pode encontrar vantagem

O setor ofensivo rubro-negro, acostumado a pressionar alto, tende a explorar o momento em que os laterais mexicanos avançam e transformam a linha defensiva em trio. Aproveitar as costas dos alas e gerar situações de igualdade numérica pode ser chave. Além disso, a instabilidade no comando de ataque do Cruz Azul pode permitir à zaga flamenguista focar no bloqueio das entradas pelo centro sem se preocupar com um finalizador dominante.

Fernando Villalobos analisa o Cruz Azul, próximo rival do Flamengo na Intercontinental - Imagem do artigo original

Imagem: Internet

Impacto futuro

Quem avançar enfrenta o vencedor da outra semifinal pela taça intercontinental, troféu que volta ao calendário após hiato de quase duas décadas. Para o Flamengo, a vitória traz repercussão esportiva e institucional: solidifica a marca global do clube e oferece ganho de moral antes do início da temporada 2025. Já para o Cruz Azul, superar o desgaste e confirmar a efetividade da posse de bola sem um centroavante consolidado seria credencial para elevar o patamar do futebol mexicano no cenário mundial.

Resta saber qual dos dois conseguirá transformar seu modelo de jogo em vantagem prática sob pressão de jogo único e do curto espaço de tempo para ajustes. O veredicto chega na tarde de quarta-feira, e o desfecho poderá influenciar inclusive o mercado de transferências de janeiro para ambos os lados.

Com informações de NetFla

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