Gabigol diz que Santos tem que ‘falar menos e fazer mais’ e afirma: ‘Não dá para a esperança ser só no Neymar’

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São Paulo, 1º de fevereiro de 2026 – Após a derrota do Santos por 2 a 0 para o São Paulo, no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, Gabigol admitiu o mau momento da equipe e defendeu que o time “fale menos e faça mais”, ressaltando que o possível retorno de Neymar, previsto para o clássico da próxima quarta-feira (4), não é solução isolada para os problemas alvinegros.

Derrota que expõe fragilidades coletivas

O resultado manteve o Peixe com 6 pontos e fora da zona de classificação para o mata-mata estadual. Mesmo em início de temporada, a equipe acumula tropeços que evidenciam falta de consistência defensiva e pouca produção ofensiva contra adversários do primeiro escalão. No Morumbi, o Santos finalizou pouco, sofreu dois gols ainda no primeiro tempo e pouco reagiu na etapa final.

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Dependência de Neymar em xeque

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Gabigol foi direto ao apontar o risco de sobrecarregar o camisa 10, que volta de lesão muscular e terá marcação cerrada quando retomar os gramados. “Um jogador só não vai resolver”, disse o centroavante, reforçando que a estrutura coletiva precisa ser fortalecida para potencializar o talento de Neymar – especialmente na construção das jogadas entre meio-campo e ataque, setor que carece de criatividade desde a saída de Soteldo no fim de 2025.

Raio-X do momento santista

  • Pontuação: 6 pontos no Paulistão, fora do G-2 do grupo.
  • Ataque: Gabigol é o artilheiro da equipe em 2026 com 3 gols, mas o time marcou apenas 5 no estadual.
  • Defesa: já sofreu 7 gols, média superior a 1 por partida.
  • Próximos compromissos:
    • São Paulo (casa) – 04/02, 20h – Campeonato Brasileiro*
    • Noroeste (fora) – 08/02, 16h – Campeonato Paulista
    • Athletico-PR (fora) – 12/02, 19h – Campeonato Brasileiro*

*Datas segundo tabela preliminar; ajustes podem ocorrer pela CBF.

Impacto tático do retorno de Neymar

Com Neymar em campo, há tendência de mudança no sistema ofensivo. Carille deverá deslocar o camisa 10 para o lado esquerdo ou como meia central, aumentando a fluidez na troca de passes curtos. Isso pode liberar Gabigol para atuar mais fixo na grande área, onde tem melhor aproveitamento de finalizações (55% de chutes no alvo em 2025) e reduzir a necessidade de voltar para buscar o jogo.

No entanto, o treinador precisará ajustar a recomposição defensiva: a presença de Neymar costuma exigir cobertura do volante que joga pelo mesmo corredor, sobretudo nas transições pós-perda. Sem esse equilíbrio, a equipe corre risco de permanecer exposta, algo que o São Paulo explorou com velocidade pelos lados na partida de sábado.

O que esperar do clássico de quarta-feira

Além da possível estreia de Neymar em 2026, o reencontro com o São Paulo na Vila Belmiro é encarado como partida-chave: uma vitória recoloca o Santos na briga direta pela vaga e diminui a pressão externa. Para alcançar esse resultado, o Peixe deve:

  • Aumentar o índice de passes progressivos – foram apenas 7 no Morumbi, segundo o relatório interno do clube.
  • Melhorar a compactação entre linhas, reduzindo o espaço para o oponente acionar seus atacantes entre a zaga e os volantes.
  • Potencializar bolas paradas: setor em que o time ainda não marcou no estadual, mas que pode ser determinante em jogos equilibrados.

Conclusão prospectiva: A fala de Gabigol sinaliza maturidade do elenco ao reconhecer que a solução não passa por um único jogador, mesmo sendo Neymar. Se o Santos aproveitar o retorno do craque para ajustar o modelo de jogo e elevar os níveis físico e tático do grupo, tem condições de reverter o início instável e brigar nas duas frentes – Paulista e Brasileiro. Caso contrário, a dependência individual poderá transformar a esperança em nova fonte de pressão ao longo da temporada.

Com informações de ESPN.com.br

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