Ousmane Dembélé realiza feito inédito na Copa do Mundo em aula individual

Boston (EUA), 26/06/2026 – Ousmane Dembélé entrou para a história da Copa do Mundo ao anotar um hat-trick ainda no primeiro tempo da vitória francesa por 4 x 1 sobre a Noruega, resultado que confirmou a França como líder invicta do Grupo I.

Por que o feito de Dembélé é único

O atacante do Paris Saint-Germain tornou-se o primeiro jogador francês a marcar três gols antes do intervalo em um jogo de Mundial. O recorde era inédito para a seleção e só havia sido registrado na competição pela última vez em 1994, com Oleg Salenko (Rússia x Camarões). Os gols do camisa 11 vieram em execuções distintas: o primeiro de direita, os outros dois com a perna esquerda, todos partindo de movimentos de corte para dentro que expuseram a defesa alternativa escolhida por Ståle Solbakken.

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Tática e contexto: como a França matou o jogo cedo

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Solbakken optou por poupar Erling Haaland e Martin Ødegaard, pensando no mata-mata. A França, por sua vez, atuou com força máxima. Kylian Mbappé acertou a trave com dois minutos, presságio da superioridade que se confirmaria. Enquanto Mbappé atraía a marcação, Dembélé explorou os espaços por dentro e pelos corredores laterais, repetindo movimentos que já executa no PSG, mas com liberdade ainda maior graças ao tripé de meio-campo francês que sustentou a pressão alta.

Raio-X do confronto

  • Gols: Dembélé (10′, 23′, 41′); Désiré Doué (90+2′) | Strand Larsen (Nor – 67′)
  • Pênalti defendido: Mike Maignan pegou a cobrança de Strand Larsen aos 60′
  • Sequência perfeita: 3 vitórias em 3 jogos para os Bleus na fase de grupos
  • Participação coletiva: O terceiro gol francês envolveu toques dos 11 jogadores – o primeiro lance com esse padrão na Copa 2026

O que muda na chave e nos próximos passos

Com nove pontos, a França encara agora um dos melhores terceiros colocados dos Grupos C, D ou F – lista que pode incluir Paraguai, Suécia, Egito, Bélgica, Irã ou Nova Zelândia. A liderança garante, em tese, um caminho menos complexo até as quartas. Já a Noruega, classificada em segundo, mede forças com a Costa do Marfim e, se avançar, pode enfrentar Brasil ou Japão.

Taticamente, o hat-trick de Dembélé amplia as alternativas ofensivas do técnico francês: o camisa 11 apresenta-se como arma horizontal (amplitude) e vertical (infiltrações), complementando Mbappé e Michael Olise. A defesa adversária agora terá de escolher entre fechar linhas internas – abrindo espaço nas pontas – ou dobrar a marcação nos extremos, permitindo que Mbappé explore o corredor central.

Para a Noruega, a decisão de rodar o elenco preserva Haaland e Ødegaard, mas expõe a necessidade de ajustes na bola parada defensiva e no encaixe dos laterais reservas, setores explorados nos dois primeiros gols franceses.

Perspectiva para o mata-mata

A França apresentou, em 270 minutos, um equilíbrio que combina clean sheet em dois jogos, eficácia ofensiva distribuída entre suas estrelas e profundidade de elenco – Doué, autor do quarto gol, veio do banco. Se mantiver o mesmo nível de coesão, o tricampeonato mundial se transforma de possibilidade em probabilidade estatística, tema que deve pautar as prévias da próxima fase.

Com informações de Trivela

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