Amsterdã (28/03/2026) – A Holanda derrotou a Noruega por 2 a 1 na Johan Cruyff Arena, em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. Virgil van Dijk e Tijjani Reijnders marcaram para os donos da casa, enquanto Andreas Schjelderup abriu o placar para os visitantes. As duas seleções atuaram desfalcadas de seus principais atacantes: Memphis Depay, lesionado, e Erling Haaland, poupado.
Como foi o jogo
A Holanda iniciou em ritmo forte, no tradicional 4-3-3 de Ronald Koeman, pressionando saída de bola com Donyell Malen como referência. Mesmo assim, a Noruega soube escapar pelos lados e abriu o marcador aos 23 min, quando Schjelderup venceu Nathan Aké no um contra um e finalizou no canto de Bart Verbruggen.
A resposta laranja chegou dez minutos depois: escanteio cobrado por Xavi Simons e cabeceio fulminante de Van Dijk. A igualdade trouxe um jogo mais aberto, com chances para ambos os lados, incluindo chute de Kees Smit – estreante que substituiu Frenkie de Jong (lesão no tíbia) – defendido por Ørjan Nyland.
O gol da virada saiu aos 5 min da etapa final. Reijnders recebeu de Simons, atacou o espaço entre as linhas norueguesas e bateu cruzado, coroando sua temporada consistente no Milan. A partir daí, Koeman rodou o elenco, testando especialmente a dupla de zaga reserva Geertruida–Botman. A melhor oportunidade nórdica para empatar veio numa letra de Jørgen Strand Larsen, parada por Verbruggen.
Impacto tático: meio-campo sem Frenkie e ataque sem Memphis
• Saída de bola: Sem Frenkie de Jong, Koeman recuou Reijnders para organizar o primeiro passe. O volante distribuiu 92% de acerto (32/35) e marcou o gol da vitória, indicando que pode ser solução imediata caso o titular não se recupere a tempo.
• Referência móvel: Com Depay fora por lesão muscular na coxa, Malen ofereceu profundidade e mobilidade, mas finalizou apenas uma vez. O índice de participação em toques na área (4) foi inferior à média recente de Memphis (7,4 na Nations League 2025).
• Cobertura defensiva: Van Dijk voltou a liderar a zaga com 7 rebatidas, ajudando a frear contra-ataques liderados por Ødegaard. A bola parada ofensiva segue ponto-forte: foi o quarto gol do capitão em escanteios desde 2024.
Raio-X da partida
Posse de bola: 59% NED – 41% NOR
Finalizações: 15 (6 no alvo) – 9 (4 no alvo)
Expected Goals (xG): 1,76 – 0,92
Desarmes certos: 19 – 14
Passes no terço final: 122 – 78
Imagem: DeFodi s
O que muda para a Copa
Holanda: inserida no Grupo F (Japão, Tunísia e Polônia/Suécia), a equipe buscava sinais de consistência defensiva após sofrer 7 gols em 8 jogos nas Eliminatórias Europeias. A atuação firme de Van Dijk reforça o cenário; entretanto, a eficácia ofensiva sem Depay ainda preocupa. Koeman deve observar Brian Brobbey e Joshua Zirkzee nas próximas sessões de treinamento.
Noruega: apesar da derrota, o técnico Ståle Solbakken destacou a competitividade sem Haaland. O retorno do artilheiro contra a Suíça, na terça-feira, é visto como fundamental para calibrar mecanismos de ataque antes do duro Grupo I (França, Senegal e Iraque/Bolívia).
Próximos compromissos
• 31/03 – Noruega x Suíça (Oslo)
• 31/03 – Holanda x Equador (Roterdã)
Perspectiva: A vitória consolida a Holanda como favorita em seu grupo, mas a dependência de Memphis para a fase de criação segue latente. Se Reijnders mantiver o desempenho de hoje e Malen ou outro nove conseguir elevar o aproveitamento, a equipe chegará com equilíbrio às oitavas. Já a Noruega mostrou capacidade de competir sem Haaland, sinal importante para um torneio curto, onde suspensões e lesões podem ser determinantes. As duas seleções terão novo teste em quatro dias, oportunidade final antes da convocação definitiva.
Com informações de Trivela